Conselho de Segurança da ONU estende mandato das forças europeias na Bósnia-Herzegóvina

O Conselho de Segurança da ONU estendeu hoje (19) por mais quatro anos o mandato das Forças de Estabilização da União EuropéiaEUFORpara garantir o cumprimento contínuo do Acordo de Paz de Dayton, que, em 1995, acabou com o conflito entre a Bósnia e a Herzegóvina.

O Conselho de Segurança da ONU estendeu hoje (19) por mais quatro anos o mandato das Forças de Estabilização da União Européia (EUFOR) para garantir o cumprimento contínuo do Acordo de Paz de Dayton, que, em 1995, acabou com o conflito entre a Bósnia e a Herzegóvina. A EUFOR assumiu as responsabilidades de manutenção da paz na região em 2004, substituindo a Força de Estabilização da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).

Na semana passada, o Alto Representante para a Bósnia-Herzegóvina, Valentin Inzko, disse ao Conselho que a situação atual no país é de impasse político e estagnação de reformas-chave, e requer atenção constante da comunidade internacional. Segundo ele, após 15 anos da assinatura do Acordo de Paz de Dayton, o diálogo e o compromisso ainda são “insuficientes”.

“Enquanto houve progresso substancial nos primeiros 11 anos após a guerra, nos últimos quatro anos houve estagnação e o tempo tem sido desperdiçado. As fundações do país e de suas instituições, incluindo o quadro constitucional, foram desafiados de suas bases regulares”, disse Inzko.

Em resolução unânime, o Conselho lembrou aos países que eles precisam se comprometer a cooperar completamente com todas as entidades envolvidas na implementação do tratado de paz. Ainda, reiterou que a responsabilidade para o futuro sucesso da implementação do Acordo de Paz é das autoridades da Bósnia-Herzegóvina.

A continuada disposição da comunidade internacional e dos grandes doadores em ajudar política, militar e economicamente nos esforços de reconstrução depende do cumprimento das promessas feitas. Por fim, o Conselho pediu que as partes respeitem a segurança e a liberdade de movimento da EUFOR, bem como a presença da OTAN e de outros funcionários internacionais.