Falta de cooperação do Irã nas investigações sobre o programa nuclear no país, descoberto em 2003 após 18 anos já em andamento, preocupa a ONU.

Uma foto da usina nuclear de Bushehr, no Irã. Foto: AIEA/Paolo Contr
O Conselho de Segurança da ONU prorrogou nesta quarta-feira (5) o mandato do grupo de peritos estabelecido para fiscalizar e impôr sanções contra o Irã pela falta de cooperação com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) sobre seu programa nuclear.
A resolução desta quarta, adotada por unanimidade, estende o mandato do grupo por um ano, até 9 de julho de 2014.
O Conselho impôs diversas penalidades contra o Irã desde 2006, incluindo a proibição de todos os itens que poderiam contribuir para o enriquecimento de urânio no país – um passo necessário tanto para o uso pacífico quanto militarista da energia nuclear –, além de proibir tanto vendas de armas e o congelamento de bens.
O Irã tem afirmado repetidamente que seu programa nuclear é voltado apenas para o fornecimento de energia, mas muitos países argumentam que o objetivo real é o desenvolvimento de armas nucleares.
A questão tem sido motivo de preocupação internacional desde a sua descoberta, em 2003. As atividades nucleares no Irã já existiam há 18 anos, violando suas obrigações diante do Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP).