As tensões aumentaram nas últimas semanas depois que as forças sul-sudanesas se moveram para região produtora de petróleo de Heglig no estado de Kordofan no sul do Sudão
O Conselho de Segurança da ONU apelou hoje (02/05) para que o Sudão e o Sudão do Sul interrompam imediatamente as hostilidades e retomem as negociações dentro de duas semanas para resolver todas as questões pendentes. O órgão máximo da ONU também expressou sua intenção de tomar “medidas adequadas” caso ambos os lados não cumpram a determinação.
Em uma resolução aprovada por unanimidade, os 15 membros do Conselho determinaram que a continuidade da situação na fronteira do Sudão e Sudão do Sul constitui “uma grave ameaça para a paz e a segurança internacionais.”
O Sudão do Sul se tornou independente do Sudão em julho do ano passado, seis anos após a assinatura do acordo de paz que encerrou décadas de guerra entre o norte e o sul. No entanto, a paz entre os dois países tem sido ameaçada recentemente por conflitos fronteiriços baseados em questões pós-independência que ainda precisam ser resolvidas.
As tensões aumentaram nas últimas semanas depois que as forças sul-sudanesas se moveram para a região produtora de petróleo de Heglig no estado de Kordofan do Sul no Sudão e depois que as forças sudanesas se envolveram no bombardeio de território sul-sudanês.
O Conselho decidiu que os dois países devem, entre outras medidas, cessar imediatamente todas as hostilidades; retornar incondicionalmente todas as suas forças armadas para o interior de suas respectivas fronteiras; ativar, dentro de uma semana, os mecanismos necessários para segurança de fronteira ; e cessar imediatamente a propaganda hostil e declarações inflamadas nos meios de comunicação.
O Conselho também decidiu que Sudão e Sudão do Sul devem incondicionalmente retomar as negociações – a serem concluídas no prazo de três meses – para chegar a acordo sobre os pagamentos de petróleo e outros associados; o estatuto dos cidadãos de um país residentes no outro; a situação de disputa por áreas de fronteira; e o status final da área disputada de Abyei.