Partes políticas do país caribenho não cumpriram prazo de acordo que previa a conclusão do processo eleitoral para 24 de abril. Haiti é governado por presidente interino desde fevereiro. Etapas das atuais eleições tiveram início em agosto de 2015.

Funcionários no Haiti contando as cédulas no final da votação da eleição. Foto: ONU / MINUSTAH / Logan Abassi
O Conselho de Segurança das Nações Unidas manifestou, na semana passada (14), “profunda decepção” com os atores políticos haitianos que não cumpriram os prazos da eleição e da tomada de posse no país.
Os prazos haviam sido estabelecidos em acordo selado em 5 de fevereiro e que previa a conclusão do ciclo eleitoral para o final de abril (24).
Segundo os membros do Conselho, o crescente número de desafios enfrentados pelo Haiti só poderá ser resolvido através da coordenação entre um governo eleito democraticamente e os parceiros internacionais do país. Apesar do atraso no processo, o organismo das Nações Unidas elogiou a reconstituição do Comitê Eleitoral Provisório.
Reiterando sua forte condenação a qualquer tentativa de desestabilizar o processo eleitoral, particularmente por meio da violência, o Conselho de Segurança pediu que todos os candidatos, seus apoiadores, partidos políticos e outros atores “permaneçam calmos, distantes da violência ou de qualquer ação que possa prejudicar o processo e a estabilidade política”.
Disputas eleitorais devem ser resolvidas através do envolvimento construtivo das partes e dos mecanismos legais apropriados.
O Conselho elogiou ainda os esforços contínuos da ONU, de agências multilaterais, organizações regionais e dos Estados-Membros no apoio às necessidades críticas do país caribenho. O organismo também ressaltou o suporte da Polícia Nacional Haitiana à Missão de Estabilização da ONU no Haiti (MINUSTAH).
Em 14 de fevereiro, a Assembleia Nacional do Haiti elegeu Jocelerme Privert como presidente interino, uma semana depois de o ex-presidente Michel Martelly ter encerrado seu mandato sem um sucessor.