Representante do Mali na ONU afirma que assistência internacional é uma questão de sobrevivência no país.

O Secretário-Geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, elogiou hoje (05/04) a posição do Conselho de Segurança em pedir o fim dos conflitos no Mali. Na quarta-feira (04/04) o órgão da ONU também pediu que os envolvidos nos conflitos permitam a entrada de ajuda humanitária no país. Ban vem mantendo conversas com lideranças políticas africanas como os Presidentes da Mauritana, Niger e Costa do Marfim para tratar da situação do Mali.
“O Secretário-Geral também se junta ao Conselho para exigir que os rebeldes, que estão realizando ataques, saques e apreensão do território no norte do Mali, cessem toda a violência e procurarem uma solução pacífica através do diálogo político”, afirmou o porta-voz de Ban Ki-moon, Martin Nesirky.
O representante do Mali na ONU, Oumar Daou, afirmou que a assistência internacional é fundamental para tirar o país de um “estado de desespero”. “Por favor, ajudem o Mali a encontrar uma saída para crise. Trata-se de uma questão de sobrevivência.”
Há duas semanas, soldados rebeldes deram um golpe de Estado e anunciaram a dissolução do governo do presidente Amadou Toumani Toure.
Conflitos deslocam mais de 200 mil pessoas
No norte do país, tropas do governo e rebeles tuareg estão em conflito desde janeiro e mais de 200 mil pessoas tiveram que deixar suas casas na região.
Os 15 membros do Conselho reiteraram a sua condenação do golpe e pediram a reinstauração das leis constitucionais, a volta do presidente democraticamente eleito e a libertação segura de todos os detidos políticos. Além disso, estão em risco os Patrimônios Mundias da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) no norte do país, após o ingresso de rebeldes em áreas protegidas.
Também foi lembrado que a presença do grupo terrorista Al-Qaeda no Magrebe Islâmico pode trazer novos problemas para a segurança do país.