Esta semana, dois jornalistas russos foram mortos na Ucrânia enquanto cobriam a crise do país. Em maio, um fotojornalista italiano e seu intérprete russo também foram mortos.

Protesto em Kiev em dezembro de 2013. Foto: Alexandra (Nessa) Gnatoush/ Flickr.com/nessa_flame
“Os membros do Conselho de Segurança da ONU incentivam uma investigação completa de todos os incidentes de violência envolvendo jornalistas na Ucrânia”, disse o embaixador Vitaly Churkin, da Rússia, país que detém a presidência rotativa do Conselho para o mês de junho, em um comunicado divulgado nesta terça-feira (17).
Esta semana, dois jornalistas russos foram mortos no país. Em maio, um fotojornalista italiano e seu intérprete russo também foram mortos. “Os membros do Conselho de Segurança estão preocupados com casos de detenção e perseguição de jornalistas que cobrem a crise na Ucrânia”, disse ele.
O Conselho de Segurança da ONU reafirmou seu apoio à liberdade de expressão como um direito humano, inclusive de todos os trabalhadores da mídia, e expressou suas condolências às famílias de todos os jornalistas que foram mortos cobrindo a crise na Ucrânia.
A diretora-geral da UNESCO, Irina Bokova, também condenou os assassinatos no início desta. Ela pediu que todas as partes respeitem o status civil de jornalistas.
“O trabalho dos jornalistas, especialmente em situações de tensão, é essencial para alimentar o debate público informado necessário para promover um diálogo renovado e a compreensão mútua”, afirmou Bokova em um comunicado à imprensa.
“Peço a todas as partes que respeitem o status civil dos jornalistas e os deixem realizar suas atividades profissionais essenciais em condições de segurança, de acordo com a Convenção de Genebra e seus protocolos.”
As duas mortes elevam para cinco o número de jornalistas que foram mortos na Ucrânia desde janeiro deste ano, de acordo com a UNESCO.