Chefe das Nações Unidas alertou ao Conselho que esse tipo de arma gera violação dos direitos humanos, desaparecimentos forçados e recrutamento infantil por grupos armados.

Reunião do Conselho de Segurança da ONU. Foto: ONU/ JC McIlwaine (arquivo)
O Conselho de Segurança da ONU manifestou na última quinta-feira (26) sua preocupação com a transferência ilícita, a acumulação desestabilizadora e o mau uso de armas pequenas e armamento leve, que perpetuam conflitos e instabilidade em todo o mundo.
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, lembrou ao Conselho que esse tipo de arma trouxe instabilidade para a região do Sahel, na África, alimentou a ilegalidade na Guiné-Bissau, República Centro-Africana e no Iraque e minou esforços de desenvolvimento.
“A disponibilidade descontrolada de armas e munição ameaçam os processos de paz e os frágeis esforços de reconciliação”, observou ele. “Isso leva a uma vasta gama de violações dos direitos humanos, incluindo assassinatos e mutilações, estupros e outras formas de violência sexual, desaparecimentos forçados, tortura e recrutamento forçado de crianças por grupos armados”, acrescentou.
Ban destacou que a circulação de armas de pequeno porte agrava a violência entre comunidades, fortalece o crime organizado e prejudica o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM).
Ele pediu que os países se comprometessem a construir um mundo mais seguro e, em particular, assinassem e ratificassem o Tratado da ONU de Comércio de Armas. O acordo foi adotado pela Assembleia Geral da ONU em abril e regula o comércio internacional de armas convencionais, que vão desde pequenas armas a tanques de guerra, aviões de combate e navios de guerra.