Conselho de Segurança da ONU pede medidas urgentes para acabar com conflito no Sudão do Sul

O Conselho reiterou sua intenção de impor sanções para incentivar as partes a formar um governo de unidade nacional e para “tomar medidas eficazes e abrangentes” para acabar com as operações militares e todos os atos de violência.

Centro de distribuição de alimentos em Juba, Sudão do Sul. Bases da ONU estão abrigando mais de 110mil pessoas deslocadas internamente. Foto: ONU/JC McIlwaine

Centro de distribuição de alimentos em Juba, Sudão do Sul. Bases da ONU estão abrigando mais de 110mil pessoas deslocadas internamente. Foto: ONU/JC McIlwaine

O Conselho de Segurança da ONU manifestou sua “profunda decepção” com o fracasso em relação à conclusão de um acordo que levaria o Sudão do Sul para a solução do conflito e daria início a um período de unidade e paz nacional.

Em uma declaração presidencial emitida nesta terça-feira (24), os 15 membros do organismo sublinharam “a gravidade e urgência” da situação no Sudão do Sul e reiteraram sua “condenação” às repetidas violações do Acordo de Cessar das Hostilidades, aceito e assinado pelo governo e forças de oposição em 2014.

O Conselho reiterou sua intenção de impor sanções para incentivar as partes a formar um governo de unidade nacional e para “tomar medidas eficazes e abrangentes” para acabar com as operações militares e todos os atos de violência.

A crise no Sudão do Sul já deixou 1,9 milhão de pessoas deslocadas e colocou mais de 7 milhões em risco de insegurança alimentar e vulneráveis a doenças. O conflito eclodiu em dezembro de 2013, com lutas políticas internas entre o presidente Salva Kiir e seu ex-vice-presidente, Riek Machar, e suas respectivas facções.