Conselho de Segurança da ONU pede que iemenitas escolham o ‘caminho do diálogo’

Na sexta-feira (20), atentados suicidas em duas mesquitas na capital, Sanaa, deixaram pelo menos 142 mortos e 351 feridos. Órgão da ONU fez reunião no domingo (22) sobre a crise de segurança.

Conselho de Segurança da ONU. Foto: ONU/Mark Garten

Conselho de Segurança da ONU. Foto: ONU/Mark Garten

O Conselho de Segurança das Nações Unidas se reuniu na tarde deste domingo (22) para discutir a situação no Iêmen, onde um ataque sangrento deixou mais de uma centena de mortos na sexta-feira (20), na capital Sanaa.

O Conselho aprovou uma declaração em que “apoia a legitimidade do presidente do Iêmen, Abdo Rabbo Mansour Hadi” e “condena as medidas unilaterais tomadas pelos hutis, que comprometam a transição política no Iêmen e ameacem a segurança, a estabilidade, a soberania e a unidade do país”.

Os membros do Conselho também pediram “novamente a todas as partes que cheguem a acordo sobre datas, anunciando-as publicamente, para a conclusão do processo de consulta constitucional, a realização de um referendo sobre a Constituição e a realização de eleições regidas pela nova lei eleitoral sob a nova Constituição”.

O Conselho insistiu também no pedido para que “todas as partes no Iêmen, incluindo os hutis, os funcionários do Estado, líderes de partidos e movimentos políticos e membros dos ‘comitês populares’ escolham o caminho do diálogo e da consulta para resolver suas diferenças”.

Na sexta-feira (20), o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e o Conselho de Segurança condenaram veementemente os ataques terroristas no Iêmen contra duas mesquitas na capital Sanaa durante as orações da sexta, e contra um edifício do governo e uma mesquita na região de Saada, que matou e feriu dezenas de pessoas.

Segundo a imprensa, os atentados suicidas das duas mesquitas em Sanaa deixaram pelo menos 142 mortos e 351 feridos. Os ataques foram reivindicados pelo EIIL. Ambas as mesquitas são controladas por milicianos xiitas hutis, que detêm a cidade desde setembro.

O secretário-geral exortou todas as partes no Iêmen a cessar imediatamente todas as ações hostis e exercer a máxima contenção. As partes também foram convidadas a manter contato com o assessor especial de Ban Ki-moon para o Iêmen, Jamal Benomar.