Conselho de Segurança da ONU prorroga missão de paz em Mali, na Costa do Marfim e nas Colinas de Golã

Soldados da Força de Paz nas Colinas de Golã. Foto: ONU/Gernot Payer

Soldados da Força de Paz nas Colinas de Golã. Foto: ONU/Gernot Payer

Nesta quinta-feira (26), o Conselho de Segurança da ONU prorrogou por um ano os mandatos das operações de paz da ONU em Mali e na Costa do Marfim, e por mais seis meses o mandato da Força das Nações Unidas de Observação do Desengajamento (UNDOF) nas Colinas de Golã.

Em Mali, a frágil situação da segurança no norte do país fez com que o Conselho prorrogasse as atividades da missão. Até o final de junho, a Missão Multidimensional Integrada da ONU para a Estabilização no Mali (MINUSMA) deverá continuar com 70% da sua força civil, 77% da sua força militar e 83% da sua força policial. O Conselhou pediu para que a missão continue garantindo a segurança dos civis, dos trabalhadores da ONU e seus parceiros, além das instalações e equipamentos; e apoiando o diálogo político e a reconciliação entre as partes envolvidas, bem como as autoridades do país.

O mandato também foi ampliado para estabelecer e fornecer apoio às atividades da comissão internacional de inquérito, assim como garantir a preservação cultural, protegendo de ataques os lugares culturais e históricos em Mali.

A Operação das Nações Unidas na Costa do Marfim (UNOCI), que também prosseguirá com suas atividades até junho de 2015, será reconfigurada. Dos 7.137 militares que estão em missão, 5.437 permanecerão no país. O Conselho ressaltou que seria possível reduzi-la mais mesmo antes da sua finalização, estabelecida para depois das eleições presidenciais em outubro de 2015, caso as condições de segurança no país e a capacidade do governo em assumir as funções de segurança exercidas até então pelo UNOCI permitissem.

O mandato da UNDOF, que monitora, desde 1974, o acordo entre Síria e Israel após a guerra de 1973, foi renovado por outros seis meses a fim de evitar um desbordamento do conflito sírio. O Conselho também pediu a todas as partes do conflito para continuar impedindo qualquer violação do cessar-fogo e da área de separação e ressaltou que não deve haver nenhuma atividade militar de qualquer tipo na área de separação, incluindo as operações militares das Forças Armadas da Síria.