Tropas devem permanecer na região até 31 de dezembro. Órgão pede que secretário-geral garanta capacidade e recursos para UNDOF cumprir mandato.

Soldados da Força de Paz nas Colinas de Golã. Foto: ONU/Gernot Payer
O Conselho de Segurança da ONU prorrogou, até 31 de dezembro de 2013, o mandato da Força das Nações Unidas de Observação do Desengajamento (UNDOF) e pediu ao secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, para garantir que a missão – que tem enfrentado inúmeras ameaças à sua segurança nos últimos meses – tenha a capacidade e os recursos necessários para cumprir seus objetivos. A Missão de Paz monitora, desde 1974, o acordo entre Síria e Israel após a guerra de 1973.
A resolução desta quinta-feira (27) foi adotada por unanimidade.
Entre os desafios enfrentados pela Força nos últimos meses está a detenção de pessoal da ONU como consequência do conflito que já matou mais de 93 mil pessoas na Síria desde março de 2011. Além disso, a Áustria – que contribui com cerca de um terço dos soldados da UNDOF – anunciou que está retirando sua tropa por falta de liberdade de movimento e nível de insegurança inaceitável.
Em seu relatório mais recente sobre a UNDOF, Ban advertiu que os confrontos na área das Colinas de Golã ameaçam décadas do acordo de cessar-fogo entre a Síria e Israel, colocando civis e funcionários da ONU em risco.
O Conselho aprovou as recomendações do secretário-geral de considerar mais ajustes para a missão – como o reforço das capacidades de autodefesa e o aumento da sua força de 300 para 1.250 soldados -, bem como a melhoria de seus equipamentos.