Enviado Especial das Nações Unidas e da Liga dos Países Árabes, Kofi Annan afirma que situação “continua inaceitável”. País já recebeu 11 observadores. Número deve aumentar para 30 até o fim de abril e chegar a 100 em um mês.
O Conselho de Segurança das Nações Unidas (CS) enfatizou, na terça-feira (24/04), a necessidade de um rápido envio de observadores militares da ONU para a Síria e da implementação do plano de paz para encerrar a violência.
Segundo a Embaixadora norte-americana Susan Rice, que preside o CS este mês, o Enviado Especial da ONU e da Liga dos Países Árabes para o país, Kofi Annan, afirmou que a situação na Síria “continua inaceitável” e expressou preocupação de que os ataques recomeçaram logo após a saída de observadores da ONU. Annan descreveu os ataques como “inaceitáveis e repreensíveis, se confirmados”.
“Muitos membros do Conselho expressaram ceticismo com as intenções do Governo Sírio e com a veracidade das afirmações contidas na carta do Ministro das Relações Exteriores Sírio para o Enviado Especial”, afirmou Rice. “Todo o Conselho sublinhou a necessidade de envio mais veloz de observadores e ressaltou a importância da plena e imediata implementação de todos os aspectos do plano de seis pontos.”
O CS autorizou, no fim de semana, o estabelecimento da Missão das Nações Unidas para a Supervisão na Síria (UNSMIS), composta de 300 observadores militares desmilitarizados com mandato de 90 dias, com a finalidade de monitorar o encerramento da violência, assim como ajudar na plena implementação do plano de paz negociado pelo Enviado Especial.
O chefe das operações de paz da ONU, o Subsecretário-Geral Hervé Ladsous, informou que o país recusou um dos observadores com base em sua nacionalidade; autoridades informaram que não aceitarão membros que representem os países chamados de “Amigos da Síria” – favoráveis à saída do Presidente Bashar al-Assad.
A UNSMIS tem 11 observadores em solo monitorando o cessar-fogo. Esse número deve aumentar para 30 até o fim de abril e chegar a 100 no prazo de um mês.