Graças a progressos rumo à estabilidade política observados na Costa do Marfim, força de paz da ONU passará a ter, no máximo, 4 mil oficiais militares. Limite atual é de 5.437 soldados.

Operação da ONU na Costa do Marfim será reduzida em 1,5 mil oficiais. Foto: ONU / Basile Zoma
O Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou, nesta quarta-feira (20), uma nova resolução que prevê a redução do contingente da Operação da ONU na Costa do Marfim (UNOCI). Até 31 de março, cerca de 1,5 mil soldados deixarão de fazer parte da missão de manutenção de paz, graças ao progresso rumo à paz observado no país. Atualmente, o efetivo de tropas pode chegar a, no máximo, 5.437 oficiais. Limite será diminuído para 4 mil militares.
No início do mês, o representante especial do secretário-geral para a Costa do Marfim, Aïchatou Mindaoudou, já havia elogiado o fortalecimento da estabilidade política do país, que reelegeu, em outubro de 2015, o presidente Alassane Ouattara. Segundo Mindaoudou, que também ocupa o cargo de diretor da UNOCI, a realização do pleito representou a oportunidade de começar um novo capítulo na história da nação.
A Operação da ONU foi estabelecida em 2004 para facilitar a implementação de um acordo de paz após a guerra civil que arrasou o país. O número máximo de oficiais no terreno era de 6.240. Em 2011, a Missão atuou ao lado de forças francesas para restaurar a estabilidade depois da crise pós-eleitoral de 2010, quando o ex-presidente Laurent Gbagbo se recusou a reconhecer sua derrota para o então candidato Ouattara.
No auge de suas atividades, a UNOCI manteve cerca de 7 mil oficiais em campo, responsáveis por ajudar na proteção de civis e apoiar os esforços das autoridades marfinenses no combate às causas do conflito. A Missão também contribuiu, junto ao Estado, com reformas no setor de segurança e com o desarmamento e reintegração de facções armadas. Durante o debate da Assembleia Geral, em outubro do ano passado, o representante permanente do país, Claude Bouah-Kamon, elogiou e louvou o papel inestimável que a ONU já desempenhou e continua a desempenhar na Costa do Marfim.