“A juventude sofre nas linhas de combate da guerra, mas quase nunca está nos bastidores dos diálogos de paz”, afirmou Ban Ki-moon.

Uma visão panorâmica do Conselho de Segurança durante o debate sobre o papel dos jovens no combate contra a violência extremista. Foto: ONU/ Loey Felipe
Envolver a juventude em processos de construção da paz em todo o mundo é essencial para a estabilidade global e para paralisar o crescimento do radicalismo, declarou o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, nesta quinta-feira (23), durante uma sessão do Conselho de Segurança dedicada ao papel dos jovens na contenção da violência extrema e promoção da paz.
Com o maior número de jovens da história, o mundo precisa agora aprender a absorver essa “enorme potência”, disse Ban. Um dos grandes desafios se encontra na incorporação dessa geração ao mercado de trabalho, que continua encolhendo para os jovens em decorrência da crise econômica. Em 2013, cerca de 74,5 milhões de jovens, entre 15 e 24 anos, estavam desempregados, segundo as últimas informações compiladas pela Organização Internacional do Trabalho (OIT).
Além dos problemas econômicos, o chefe da ONU lembrou que a violência e a falta de instituições sociais que atendam a essa juventude acabam empurrando muitos para as frentes de grupos radicais ou levando-os a sofrer as piores consequências do extremismo.
“A juventude sofre nas linhas de combate da guerra, mas quase nunca está nos bastidores dos diálogos de paz”, afirmou Ban. “Eles pagam um preço pela luta e merecem ajudar a estruturar a cicatrização”, completou, solicitando que a comunidade internacional colabore para aumentar as atividades e investimento nas ideias dos jovens em todo o mundo, bem como apoie o financiamento de sua educação.