Conselho de Segurança estende presença das Nações Unidas no Chade e na República Centro-Africana

Por entender que a situação na região continuava como uma ameaça à paz e à segurança mundial, Conselho de Segurança da ONU estende atual mandato da Missão das Nações Unidas na República Centro-Africana e no Chade (MINURCAT) até dia 26 de maio, enquanto as opções para um novo mandato são detalhadamente analisadas.

Conselho de Segurança se reúne, em 2009, para debater Missão das Nações Unidas na República Centro-Africana (RCA) e no Chade (MINURCAT). Foto: UN/Ryan Brown.O Conselho de Segurança das Nações Unidas decidiu estender o atual mandato da Missão das Nações Unidas na República Centro-Africana (RCA) e no Chade (MINURCAT, em inglês) até dia 26 de maio, enquanto as opções para um novo mandato são detalhadamente analisadas. Por entender que a situação na região continuava como uma ameaça à paz e à segurança mundial, o Conselho aprovou por unanimidade a Resolução 1922 (2010). O MINURCAT foi estabelecido em 2007 para proteger milhares de refugiados do vizinho Sudão, da região de Darfur, pessoas desalojadas e trabalhadores humanitários.

No mês passado, a ONU e as autoridades do Chade acordaram uma grande redução inicial de membros das forças da paz na área, depois que o governo solicitou uma retirada do componente militar da MINURCAT, alegando que a Missão já havia servido a seu propósito. O Secretário-Geral declarou em seu último relatório sobre o MINURCAT  que, após o final do mandato da Missão em 15 de maio, o governo local pediu uma retirada das forças militares, afirmando que assumirá a responsabilidade primária pela segurança e proteção dos civis.

Para gerenciar de forma efetiva as mudanças, contudo, o Secretário-Geral, ciente da contínua instabilidade e fragilidade da região nordeste da República Centro-Africana, fronteira com Chade e Sudão, recomenda em seu relatório que o Conselho de Segurança aprove um mandato revisto por um ano. O mandato proposto, surgido da última rodada de negociações entre as Nações Unidas e o governo do Chade, pretende proteger os avanços já obtidos, garantir sua sustentabilidade e, ao mesmo tempo, permitir a retirada gradual das forças militares.

De acordo com o Secretário-Geral, caso o Conselho decida adotar um novo mandato para a MINURCAT, uma aproximação por fases permitirá à Missão transitar gradualmente do Capítulo VII do mandato para o Capítulo VI, garantindo que entre em vigor o regime de segurança da equipe das Nações Unidas, antes que as tropas da MINURCAT comecem sua retirada final em outubro.