Membros do Conselho de Segurança das Nações Unidas emitiram na segunda-feira (10) um comunicado expressando “total apoio” ao enviado especial da ONU para o Iêmen, Martin Griffiths, após relatos de críticas feitas pelo governo iemenita contra ele.
Um frágil cessar-fogo tem sido amplamente mantido dentro e nos arredores da cidade portuária de Hodeida desde a assinatura do histórico Acordo de Estocolmo em dezembro do ano passado. O acordo foi o primeiro passo crucial para mediar uma paz duradoura entre rebeldes houthis e a coalizão liderada pela Arábia Saudita que apoia o governo.

Martin Griffiths, enviado especial do secretário-geral da ONU para o Iêmen, durante entrevista coletiva na Suécia. Foto: Governo da Suécia/Ninni Andersson
Membros do Conselho de Segurança das Nações Unidas emitiram na segunda-feira (10) um comunicado expressando “total apoio” ao enviado especial da ONU para o Iêmen, Martin Griffiths, após relatos de críticas feitas pelo governo iemenita contra ele.
Um frágil cessar-fogo tem sido amplamente mantido dentro e nos arredores da cidade portuária de Hodeida desde a assinatura do histórico Acordo de Estocolmo em dezembro do ano passado. O acordo foi o primeiro passo crucial para mediar uma paz duradoura entre rebeldes houthis e a coalizão liderada pela Arábia Saudita que apoia o governo.
Mais cedo na segunda-feira, a chefe de Assuntos Políticos da ONU, Rosemary DiCarlo, se encontrou com o presidente iemenita, Abdrabuh Mansour Hadi, na capital saudita, Riad. Durante o encontro, eles discutiram o trabalho do enviado e “o caminho à frente” para avançar o Acordo de Estocolmo “e retornar aos diálogos rumo a
uma solução política para o conflito mais amplo”.
As discussões foram descritas como “produtivas” em comunicado à imprensa, e DiCarlo agradeceu o presidente Hadi “pelo compromisso de seu governo” à implementação total.
No comunicado do Conselho de Segurança à imprensa, membros expressaram apoio inabalável a Griffiths “e instaram as partes a se engajar construtivamente e continuamente com o enviado especial”.
Segundo o comunicado, os membros elogiaram os “esforços do enviado especial para apoiar as partes a implementar o Acordo de Estocolmo e promover uma solução política no Iêmen”.
Mais de quatro anos de luta por controle no Iêmen entre a coalizão e forças houthis intensificaram uma crise política e humanitária. Mais de 20 milhões de pessoas estão em situação de insegurança alimentar e há um sério ressurgimento do cólera este ano no país, que levou a mais de 364 mil novos casos.
“Os membros do Conselho de Segurança destacaram positivamente o progresso inicial alcançado pelas partes em direção à fase um, da remobilização de forças” em Hodeida em meados do mês passado, de acordo com o comunicado.
“Eles instaram as partes a adotar os próximos passos necessários, em linha com o conceito acordado de operações, para a implementação total do Acordo de Hodeida”.
Eles também pediram “total aderência do cessar-fogo” na região de Hodeida, “assim como a finalização de arranjos para o Acordo de Troca de Prisioneiros e do comunicado de entendimento sobre Taiz”.
Missão da ONU deve ser enviada o mais rápido possível
Os membros do Conselho destacaram a necessidade de a Missão da ONU de apoio ao Acordo de Hodeida “ser enviada totalmente o mais rápido possível e reiteraram pedido para as partes garantirem o movimento desimpedido de membros e equipamentos para e dentro do Iêmen”.
Eles também condenaram os ataques contra instalações de bombeamento de petróleo nas cidades sauditas de Al Dawadmi e Afif, na província de Riad, em 14 de maio, “pelos quais os houthis reivindicaram responsabilidade”.
Os membros destacaram que tais ataques representam “uma séria ameaça à segurança nacional” da Arábia Saudita, assim como uma ameaça mais ampla à segurança regional e ao processo político liderado pela ONU.
No comunicado, os membros do Conselho de Segurança reafirmaram compromisso com “a união, a soberania, a independência e a integridade territorial do Iêmen”.