Conselho de Segurança da ONU pede definição sobre eleições no Haiti para evitar vácuo presidencial

O mandato do atual presidente do Haiti, Michel Martelly, terminará no próximo domingo (7), conforme estabelecido na Constituição. Eleições previstas para 24 de janeiro foram adiadas e não têm data para a sua realização.

Mulher vota em um posto eleitoral em Porto Príncipe. Foto: ONU/Logan Abassi

Mulher vota no primeiro turno presidencial em uma seção eleitoral em Porto Príncipe. Foto: ONU/Logan Abassi

O Conselho de Segurança da ONU expressou nesta sexta-feira (29) uma grande preocupação pelo adiamento indefinido da última etapa de eleições no Haiti e instou o executivo, o parlamento e todos os atores políticas a alcançar um acordo até 7 de fevereiro que permita completar o processo eleitoral.

O segundo turno das eleições presidenciais, originalmente previsto para 27 de dezembro, foi reagendado para 24 de janeiro e postergado nesta ocasião, sem previsão até o momento para a sua realização.

Os 15 membros do Conselho, através de um comunicado de imprensa, indicou que o atraso nas eleições podem comprometer a capacidade do país para abordar os desafios que enfrenta em termos sociais, econômicos e de segurança.

O acordo entre as partes deveria incluir um roteiro para a finalização rápida do ciclo eleitoral e que permita ao povo haitiano escolher seus representantes de forma livre, justa e transparente, destacou a nota.

O Conselho voltou a condenar as tentativas de desestabilização do processo eleitoral, principalmente pela força, e pediu aos candidatos, simpatizantes, partidos políticos e outros envolvidos a manter a calma, evitar a violência e resolver qualquer disputa através dos mecanismos legais. Nas últimas semanas, protestos em defesa dos dois candidatos aconteceram nas principais cidades haitianas.

O mandato do atual presidente do Haiti, Michel Martelly, terminará no próximo domingo (07), conforme estabelecido na Constituição. No entanto, seus cinco anos de mandato oficialmente terminam em maio, mês em que assumiu após atrasos no seu próprio processo eleitoral. Martelly declarou que estava disposto a permanecer no cargo até esta data para evitar que o país entre em um vazio de poder e insegurança. Outras opções estão sendo analisadas como a formação de um governo de transição ou a nomeação de um presidente interino.