O Conselho de Segurança anunciou nesta quinta-feira (22) sua preocupação sobre a atual situação de segurança em Guiné-Bissau e destacou a necessidade do governo e as pessoas trabalharem juntos para a estabilidade do país e a aplicação da lei.
O Conselho de Segurança anunciou nesta quinta-feira (22) sua preocupação sobre a atual situação de segurança em Guiné-Bissau e destacou a necessidade do governo e as pessoas trabalharem juntos para a estabilidade do país e a aplicação da lei.
No dia primeiro de abril, o Primeiro-Ministro de Guiné-Bissau, o chefe do governo e outros oficiais militares foram detidos por membros das forças armadas, constituindo o que o Secretário-Geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, descreveu como um “enorme retrocesso” nos esforços de consolidar a estabilidade e levar a cabo reformas-chaves.
“O Conselho de Segurança insta ao governo de Guiné-Bissau a liberar imediatamente a todos os detidos nos eventos do 1° de abril ou a realizar um julgamento com o completo respeito da lei”, disseram os 15 membros do órgão na declaração desta quinta-feira.
Ban Ki-moon advertiu no seu relatório que os grandes progressos feitos no país podem rapidamente serem comprometidos ao menos que “mudanças drásticas” sejam feitas para avançar nas reformas cruciais.
O Conselho destacou que a genuína reforma do setor de segurança requer a criação de uma força “efetiva, profissional e responsável”. Também chamou às forças de segurança, particularmente aos militares, a cumprir seu compromisso de permanecer baixo o controle civil e pediu o esforço de todos para implementar o programa de mudança previsto no setor de segurança. O Conselho também expressou sua preocupação sobre o contínuo crescimento do tráfico de drogas e crime organizado, os quais ameaçam à paz e segurança no país e na região.