Conselho de Segurança renova autorização para que forças internacionais combatam piratas na Somália

Órgão da ONU decidiu prolongar por mais um ano a autorização que permite a intervenção de forças navais internacionais na costa da Somália, onde piratas já sequestraram centenas de pessoas.

Abordagem de um navio suspeito na costa da Somália. Foto: Força Naval da União Europeia (Creative Commons)

Embora número de sequestros tenha diminuído na costa da Somália, o Conselho de Segurança da ONU considerou que a pirataria no país ainda gera uma “grave preocupação”. Foto: Força Naval da União Europeia

O Conselho de Segurança das Nações Unidas renovou por mais um ano a autorização para que forças navais internacionais continuem atuando contra a pirataria na costa da Somália. Em resolução unânime divulgada nesta terça-feira (10), o órgão afirmou que as atividades dos piratas agravam a instabilidade política do país, fragilizado por 25 anos de conflitos.

A pirataria ao longo do litoral somaliano já foi responsável pelo sequestro de centenas de pessoas, mantidas reféns e libertadas com o pagamento de resgates que somam, segundo estimativas, milhões de dólares. Desde 2008, quando a ONU autorizou, pela primeira vez, a intervenção de forças navais internacionais na região, o número de apreensões tem diminuído gradualmente.

“Embora note melhoras na Somália, o Conselho reconhece que a pirataria exacerba a instabilidade no país, introduzindo grandes quantidades de dinheiro ilícito que alimenta mais crimes e corrupção”, afirmou o órgão das Nações Unidas. O Conselho destacou o papel importante desempenhado pela Força Naval da União Europeia (EUNAVFOR) e pela Operação Escudo Oceânico da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).

Com a renovação da autorização, o órgão convoca Estados e organizações regionais a enviarem veículos navais, armamento e aeronaves, além de fornecer suporte logístico às forças antipirataria. Em fevereiro desse ano, uma missão realizada com o apoio do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) libertou quatro tailandeses que passaram cinco anos apreendidos por piratas, o maior período de cativeiro já registrado. Quatorze da tripulação original morreram em decorrência de doenças durante este período.