Conselho de Segurança saúda fórum nacional da República Centro-Africana e aprovação do pacto de paz

Conselho também celebrou a libertação de mais de 350 crianças pelos grupos armados anti-Balaka ex-Seleka, na semana passada após um acordo facilitado pelo UNICEF.

Meninos que estavam entre as crianças libertadas pelos grupos armados do país. Foto: UNICEFCAR/Donaig Le Du

Meninos que estavam entre as crianças libertadas pelos grupos armados do país. Foto: UNICEFCAR/Donaig Le Du

O Conselho de Segurança celebrou o recente fórum de reconciliação nacional realizado em Bangui, capital da República Centro-Africano (RCA), de 4 a 11 de maio, e a forma inclusiva e popular que as consultas foram realizadas, especialmente garantindo a participação das mulheres. Na ocasião, o organismo pediu às autoridades de transição do país, com o apoio das Nações Unidas, implementem rapidamente as decisões do fórum.

O Conselho também elogiou a aprovação do Pacto Republicano para a Paz, a Reconciliação Nacional e a Reconstrução, incluindo, entre outros, os compromissos para um processo eleitoral presidencial e legislativo rápido, a descentralização e o fortalecimento do judiciário. Além da assinatura de um acordo sobre os princípios de desarmamento, desmobilização e reintegração, o Conselho elogiou o compromisso dos grupos armados de acabar com o recrutamento de crianças-soldado e libertar todas aquelas envolvidas no conflito.

O Conselho também aproveitou para celebrar a maior liberação de crianças associadas a grupos armados no país desde que a violência eclodiu há cerca de dois anos. Em torno a 350 crianças foram libertadas, no dia 14 de maio, pela milícias anti-Balaka ex-Seleka após um acordo facilitado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), que vai permitir que eles e milhares dos outros recuperem suas vidas e retomem a sua infância.

No entanto, o Fundo da ONU para a Infância (UNICEF) estima que entre 6 mil e 10 mil crianças estão conectadas com as facções armadas do país. Este valor inclui as crianças que servem como combatentes e outras que estão sendo usadas para fins sexuais, e aqueles que trabalham como cozinheiros, mensageiros e outros papéis.