A Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos, Navi Pillay, o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, e representantes de agências e de outros organismos da Organização reiteraram nesta terça-feira (22/02) o pedido às autoridades da Líbia de darem fim à violenta repressão contra manifestantes. O Conselho de Segurança se reúne hoje para discutir a situação do país.
A Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos, Navi Pillay, o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, e representantes de agências e de outros organismos da Organização reiteraram nesta terça-feira (22/02) o pedido às autoridades da Líbia de darem fim à violenta repressão contra manifestantes. O Conselho de Segurança se reúne hoje para discutir a situação do país.
Em Los Angeles, Ban considerou “inaceitável” a situação no país africano. Em telefonema ao líder Muammar al-Kadhafi, nesta segunda-feira, o Secretário-Geral pediu o fim da violência e ressaltou a importância de respeitar os direitos humanos e atender as aspirações e os anseios dos manifestantes.
A Alta Comissária condenou o uso da violência contra protestantes e pediu que seja feita uma investigação independente sobre o caso. Ela incitou a comunidade internacional a condenar tais atos de violência e assegurar que a justiça seja prestada às vítimas da repressão. “A proteção de civis deve ser sempre a consideração primordial na manutenção da ordem e do Estado de Direito” disse Pillay.
A Diretora-Geral da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), Irina Bokova, demonstrou preocupação com o agravamento da situação e com a contínua restrição à mídia e aos serviços de informação no país. “Silenciar a população com a repressão e negar o acesso aos serviços básicos de informação são violações aos direitos humanos fundamentais, e só alimentam o ódio e a frustração.”
A porta-voz do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), Melissa Fleming, declarou que a agência está preocupada com a situação dos refugiados na Líbia, à medida que muitos podem ser apanhados pela violência. O ACNUR vem enfrentando dificuldades para realizar seu trabalho e, no momento, não tem acesso à comunidade de refugiados no país. A agência pediu ainda que todos os países reconheçam as necessidades das pessoas que fogem da violência, de ameaças e de outros abusos dos direitos humanos na Líbia.