Conselho de Segurança da ONU conclui visita de três dias ao Sudão do Sul

No último domingo (4), o governo sul-sudanês aceitou o envio de uma força de proteção regional de 4 mil soldados autorizada pelo Conselho de Segurança. No momento, há cerca de 12 mil integrantes das forças de paz das Nações Unidas servindo no país.

Delegação do Conselho de Segurança da ONU visita um local de proteção de civis no Sudão do Sul. Foto: ONU / UNMISS

Delegação do Conselho de Segurança da ONU visita um local de proteção de civis no Sudão do Sul. Foto: ONU / UNMISS

O Conselho de Segurança da ONU informou na segunda-feira (5) que concluiu a sua visita de três dias ao Sudão do Sul, reafirmando o seu apoio à paz no país e reiterando o seu apelo para que o governo cumpra com os compromissos anunciados.

No último domingo (4), o governo sul-sudanês aceitou o envio de uma força de proteção regional de 4 mil soldados autorizada pelo Conselho. No momento, há cerca de 12 mil integrantes das forças de paz das Nações Unidas servindo no país.

“Para melhorar a situação de segurança, o governo transitório de unidade nacional deu o seu consentimento para a implantação, como parte da Missão da ONU no Sudão do Sul (UNMISS), da força de proteção regional, em consonância com a Resolução 2304 do Conselho de Segurança”, disse o comunicado em conjunto emitido no domingo pelo presidente Salva Kiir e pela delegação do Conselho de Segurança.

“O Conselho de Segurança e o governo concordam em trabalhar em um novo espírito de cooperação para promover os interesses das pessoas do Sudão do Sul, especialmente as suas aspirações de justiça, liberdade e prosperidade. Nós concordamos que as necessidades humanitárias e de segurança do povo são de suma importância”, acrescentou o comunicado.

O comunicado ainda observou que o governo sul-sudanês está empenhado em eliminar os impedimentos que atrapalham a capacidade da UNMISS de implementar o seu mandato. Isso inclui a revisão de procedimentos relacionados à circulação da missão e a simplificação de processos burocráticos.

De acordo a representante permanente dos Estados Unidos junto à ONU, que é também colíder da delegação do Conselho de Segurança, Samantha Power, os compromissos anunciados serão medidos de acordo com o grau de segurança sentido pelo povo do Sudão Sul.

“O fato de estarmos entrando no avião da ONU e voltando para casa não significa que vamos esquecê-los”, ressaltou Power.

Para a embaixadora senegalesa e colíder da delegação do Conselho, Fode Seck, a visita ao país foi positiva para ambos os lados. “Este país é abençoado pela natureza, e pode se tornar um gigante da África, alimentando a região, exportando e contribuindo para o desenvolvimento do continente”, disse.

“Deixem os sul-sudaneses acreditarem neles. Deixem-os trabalharem com o seu governo e esquecerem a divisão tribal”, acrescentou Seck.

Durante a visita, a delegação realizou uma série de reuniões de alto nível com o presidente Salva Kiir, com outros membros do governo de transição, grupos da sociedade civil, de organizações e altos funcionários da ONU.

No início de julho, perto do quinto aniversário da independência do Sudão do Sul, a mais jovem nação do mundo mergulhou em uma nova onda de violência devido a confrontos entre forças rivais – Exército Popular de Libertação do Sudão (SPLA), leais ao presidente sul-sudanês Salva Kiir, e as forças militares de seus opositores, comandadas pelo primeiro vice-presidente, Riek Machar.