Funcionários da Nile Hope foram ameaçados com armas e recursos da agência humanitária não governamental foram roubados. Em outubro, 32 casos de assaltos a parceiros da ONU foram registrados no país.

Pessoas internamente deslocadas recebem comida em centro de distribuição de alimentos, em Juba, no Sudão do Sul. Foto: ONU/JC McIlwaine
O coordenador humanitário das Nações Unidas para o Sudão do Sul, Eugene Owusu, condenou nesta segunda-feira (23) o roubo armado ao complexo da organização humanitária Nile Hope, que ocorreu na última sexta-feira (20), em Juba. A agência não governamental é uma das parceiras da ONU no país. Durante o assalto às instalações, funcionários foram ameaçados com armas de fogo e recursos significativos foram roubados.
“Violência e crime contra organizações humanitárias no Sudão do Sul estão colocando em risco a habilidade de funcionários de prover assistência em um momento em que as necessidades humanitárias são maiores do que nunca”, afirmou Owusu, que fez um apelo aos atores políticos do país, incluindo o governo, para que fortaleçam a proteção e a segurança das equipes de assistência.
O roubo à Nile Hope é o episódio mais recente de uma série de incidentes violentos que têm atingido organizações humanitárias na nação africana. No mês passado, parceiros da ONU já haviam relatado 32 casos de roubos ou tentativas de roubos, arrombamentos e saques em suas instalações. Desses episódios, 15 aconteceram em Juba. Em setembro, um profissional de ajuda humanitária foi morto durante um assalto.
O Escritório das Nações Unidas de Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) disse que o assalto “é absolutamente repreensível e que os responsáveis têm que ser identificados e responsabilizados”. A agência das Nações Unidas também destacou que as equipes da Nile Hope e de outras agências humanitárias “trabalham dia sim, dia não, em locais perigosos e difíceis pelo Sudão do Sul para ajudar pessoas em extrema necessidade.”