Quinze dos 20 maiores bancos do mundo prometem 50 bilhões de dólares para projetos climáticos

Em pesquisa divulgada na semana passada, durante a Conferência do Clima em Paris, ações para o clima de cidades, regiões, empresas e investidores na França e no Peru foram elogiadas. Para a UNFCCC, transformação rumo à energia limpa é irreversível.

Fábrica de aço em Benxi, na China. Foto: WikiCommons / Andreas Habich

Fábrica de aço em Benxi, na China. Foto: WikiCommons / Andreas Habich

Uma pesquisa realizada pela Universidade de Yale e divulgada nesta quinta-feira (4), durante a Conferência do Clima em Paris, revelou que mais de 10 mil compromissos assumidos por cidades, regiões, empresas e investidores, no âmbito da Agenda de Ação Lima-Paris (LPAA), causarão uma redução das emissões de gases do efeito estufa que ultrapassa as emissões dos setores de ferro e aço. O documento também destacou o financiamento de ações para o clima de 15 dos 20 maiores bancos do mundo, estimado em 50 bilhões.

Apesar do cenário positivo, a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC) alertou que a pesquisa da universidade norte-americana diz respeito apenas a compromissos relativos à Agenda de Ação Lima-Paris e à Zona para Mudança Climática de Atores Não Estatais (NAZCA). Ou seja, apenas ações registradas e divulgadas ao público na França e no Peru foram contabilizadas. Alguns dos projetos envolvem diferentes formas de cooperação nacional.

“É evidente que esse conjunto maravilhoso de ações climáticas é somente uma parte de ações mais amplas rumo a um futuro sustentável”, afirmou o ministro do Exterior francês e presidente da COP21, Laurent Fabius.

A secretária executiva da UNFCCC, Christiana Figueres, disse que as políticas de um número crescente de companhias e investidores estão se alinhando como nunca aos programas dos governos, o que permite manter a meta de limitar o aquecimento global a 2ºC dentro do “alcance da humanidade”. “Elas (as políticas governamentais, empresariais e de cidades e regiões) assinalam a verdade de que uma transformação para energias limpas é irreversível”, afirmou.