Copa dos Refugiados começa neste fim de semana em São Paulo

A quarta edição da Copa dos Refugiados começa neste fim de semana em São Paulo e reunirá cerca de 250 jogadores, divididos em 16 seleções. O evento tem o apoio das secretarias municipais de Esportes e Lazer, dos Direitos Humanos e das Relações Internacionais da Prefeitura de São Paulo.

A abertura ocorrerá na sexta-feira (15), às 12h, no auditório do Museu do Futebol, na Praça Charles Miller, com a presença de representantes de todos os times, órgãos oficiais e patrocinadores. A Copa é realizada pela organização África do Coração, em parceria com Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), Caritas Arquidiocesana de São Paulo, SESC-SP e empresas Netshoes e Sodexo.

Refugiado participa da Copa dos Refugiados de 2015, evento promovido para dar visibilidade à causa do refúgio e promover a integração desta população por meio do esporte. Foto: ACNUR / Emiliano Capozoli

Refugiado participa da Copa dos Refugiados de 2015, evento promovido para dar visibilidade à causa do refúgio e promover a integração desta população por meio do esporte. Foto: ACNUR / Emiliano Capozoli

A quarta edição da Copa dos Refugiados começa neste fim de semana em São Paulo e reunirá cerca de 250 jogadores, divididos em 16 seleções. O evento tem o apoio das secretarias municipais de Esportes e Lazer, dos Direitos Humanos e das Relações Internacionais da Prefeitura de São Paulo.

A abertura ocorrerá na sexta-feira (15), às 12h, no auditório do Museu do Futebol, na Praça Charles Miller, com a presença de representantes de todos os times, órgãos oficiais e patrocinadores. A Copa é realizada pela organização África do Coração, em parceria com Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), Caritas Arquidiocesana de São Paulo, SESC-SP e empresas Netshoes e Sodexo.

A entrada é gratuita, e serão aceitas doações de alimentos não perecíveis que serão distribuídos a pessoas refugiadas em situação de vulnerabilidade.

A primeira rodada, já eliminatória, acontecerá no sábado (16), a partir das 10h, no Centro Esportivo, Recreativo e Educativo do Trabalhador (CERET), localizado no bairro do Tatuapé, zona leste de São Paulo. A segunda rodada, também eliminatória, será disputada a partir das 10h do domingo (17) no Estádio Municipal Jack Marin do Parque da Aclimação, região central da cidade. A final acontecerá às 15h de 24 de setembro, no icônico Estádio do Pacaembu.

Muitas das 16 equipes inscritas no campeonato se preparam há meses para alcançar bons resultados, como é o caso da seleção da Colômbia. “Estamos a cada semana mais preparados para a Copa dos Refugiados, e chegou a hora. Em nossa última competição, fomos até a final e agora pretendemos chegar ao topo, jogando com muita humildade e vontade de vencer, assim como na vida”, disse o empresário Carlos, que vive há quatro anos no Brasil e é capitão da seleção colombiana.

Esta será a primeira edição da Copa dos Refugiados com patrocínio da iniciativa privada. A ação foi articulada pelo ACNUR, enquanto as empresas atuaram de forma estratégica para que as pessoas refugiadas tivessem um momento de lazer e convívio, contribuindo para a integração no país.

Segundo o líder de diversidade e inclusão da Sodexo Serviços Brasil, Djalma Scartezini, a empresa acredita que a inclusão de imigrantes e a integração de culturas são fatores determinantes para o desenvolvimento de potenciais criativos e inovadores no Brasil. “A Sodexo já conta com 60 colaboradores imigrantes e refugiados trabalhando em suas unidades pelo Brasil, e compartilha que a inserção social destes indivíduos, por meio do esporte, é fundamental para a ampliação da qualidade de vida destes profissionais”, explicou.

A diretora de marketing da Netshoes, Gabriela Platinetty, também ressaltou a importância de apoiar o evento. “Acreditamos que este seja um forte meio de mudança da vida das pessoas, o que é ainda mais latente quando se discute a inclusão, uma preocupação constante relacionada aos refugiados. Para nós, é um orgulho participar desta iniciativa e plantar essa semente tendo o futebol como pano de fundo”, comentou.

“A diversidade associada aos inúmeros conhecimentos das pessoas refugiadas tem muito a contribuir para o desenvolvimento do país. Mesmo em meio a uma disputa, o esporte é facilitador do processo de integração, pois possibilita o respeito e o reconhecimento do outro como um semelhante, mostrando que a vida é formada por momentos de ganhos e perdas”, afirmou a chefe do escritório do ACNUR em São Paulo, Maria Beatriz Nogueira.

No Brasil, de acordo com os dados do Comitê Nacional para Refugiados (CONARE), em 2016 houve aumento de 12% no número total de refugiados reconhecidos no país. Até o fim de 2016, o Brasil reconheceu um total de 9.552 refugiados de 82 nacionalidades. Em 2016, os países com maior número de refugiados reconhecidos no Brasil foram Síria (326), República Democrática do Congo (189), Paquistão (98), Palestina (57) e Angola (26).

Participam da 4ª Copa dos Refugiados equipes dos seguintes países: Angola, Benin, Camarões, Colômbia, Gâmbia, Gana, Guiné Bissau, Guine Conacri, Iraque, Mali, Marrocos, Nigéria, República Democrática do Congo, Síria, Tanzânia e Togo.

Serviço

4ª Edição da Copa dos Refugiados
Lançamento: 15 de setembro, sexta-feira, às 12h00 no Museu do Futebol (Estádio do Pacaembu);
Primeira rodada: 16 de setembro, sábado, a partir das 10h no CERET (Rua Canuto de Abreu, s/n°, Tatuapé);
Segunda rodada: 17 de setembro, domingo, a partir das 10h no Estádio Jack Marin (Rua Muniz de Souza, 1119 – dentro do Parque da Aclimação);
Final: 24 de setembro no Estádio Municipal do Pacaembu, a partir das 14h.