Coreia do Norte: Chefe de direitos humanos da ONU pede ação urgente após relatório ‘histórico’

Navi Pillay pediu que resultados sejam tratados “com a maior urgência”, pois sugerem que “os crimes contra a humanidade em uma escala inimaginável continuam a ser cometidos” no país.

Alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, Navi Pillay. Foto: ONU/Jean-Marc Ferré

Alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, Navi Pillay. Foto: ONU/Jean-Marc Ferré

A alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, Navi Pillay, elogiou nesta terça-feira (18) o relatório da Comissão Independente de Inquérito da ONU sobre os direitos humanos na Coreia do Norte, publicado em Genebra um dia antes, afirmando que “seus resultados precisam ser tratados com a maior urgência, pois eles sugerem que os crimes contra a humanidade em uma escala inimaginável continuam a ser cometidos na Coreia do Norte”.

“Em janeiro de 2013, eu pedi enfaticamente à comunidade internacional a se esforçar muito mais para enfrentar a situação dos direitos humanos das pessoas na Coreia do Norte”, disse Pillay.

“Dois meses mais tarde, a Comissão de Inquérito foi devidamente estabelecida pelo Conselho de Direitos Humanos. Ela já publicou um relatório histórico, que lança luz sobre as violações de uma escala assustadora, a gravidade e natureza – nas próprias palavras do relatório – não têm qualquer paralelo no mundo contemporâneo. Não pode haver mais desculpas para a falta de ação.”

“Atenção insuficiente estava sendo prestada para o tipo de violações terríveis e sustentadas dos direitos humanos que são relatadas de forma contínua na Coreia do Norte”, disse Pillay.

“Isso já foi parcialmente corrigido. Precisamos agora de uma forte liderança internacional para acompanhar as graves conclusões da Comissão de Inquérito. Por isso, peço à comunidade internacional, em linha com as recomendações do relatório, para usar todos os mecanismos ao seu dispor para garantir a responsabilização, incluindo o recurso ao Tribunal Penal Internacional.”

“É de vital importância manter a dinâmica em enfrentar as graves violações que este notável relatório documenta de uma maneira abrangente”, disse Pillay. “O foco sobre os direitos humanos na Coreia do Norte não deve ser ofuscado à medida em que as manchetes na imprensa desaparecem.”

A Comissão de Inquérito Independente deverá apresentar formalmente o seu relatório aos 47 Estados-membros do Conselho de Direitos Humanos da ONU em Genebra, no próximo dia 17 de março de 2014.