Costa do Marfim está se estabilizando, avalia Representante da ONU no país

Deslocados estão regressando, a economia começa a mostrar resiliência e eleições legislativas foram bem sucedidas. Ainda há desafios importantes em relação à segurança.

A situação da segurança na Costa do Marfim está se estabilizando nove meses depois do fim dos confrontos que abalaram o país após as eleições presidenciais de 2010. No entanto, as causas da instabilidade e agitação ainda não foram totalmente solucionadas, de acordo com esclarecimentos do Chefe da Operação das Nações Unidas na Costa do Marfim (UNOCI), Bert Koenders, ao Conselho de Segurança (CS).

“Os deslocados começaram a retornar, a economia voltou a mostrar resiliência e as eleições legislativas foram realizadas com sucesso”, afirmou Koenders na quinta-feira (26/01). “Importantes desafios e questões relacionadas à segurança e à reconciliação nacional não devem ser subestimadas e exigem atenção política do Conselho”, ponderou. Entre os problemas estão atividades criminais e ameaças de grupos de armados na fronteira no oeste.

Koenders também ressaltou que a Costa do Marfim ainda precisa do suporte da UNOCI para restaurar a estabilidade – por meio de reforma das instituições -, facilitar o desarmamento, desmobilizar e reintegrar antigos combatentes, proteger civis e possibilitar o retorno dos refugiados e deslocados.

Um dos últimos incidentes ocorreu no sábado (21/01). Partidários e opositores do atual presidente Alassane Ouattara se enfrentaram em Abidjan causando a morte de uma pessoas e ferindo outras seis. O Especialista Independente das Nações Unidas para Direitos Humanos da Costa do Marfim, Doudou Diène, pediu na sexta-feira (27/01) que as autoridades abram uma investigação independente sobre caso.

A crise na Costa do Marfim começou quando o ex-presidente Laurent Gbagbo recusou-se a passar o poder a Alassane Ouattara, vencedor da eleição certificada pela ONU em novembro de 2010. Ouattara só tomou posse em abril.