Costa do Marfim: impasse pode agravar crise

O Alto Comissário da ONU para Refugiados, António Guterres, fez um alerta nesta quarta-feira (10/02) para um possível agravamento da crise humanitária na Costa do Marfim, pedindo o fim imediato do impasse político que se instaurou no país, levando milhares de pessoas a deixarem suas casas por causa da violência.

O Alto Comissário da ONU para Refugiados, António Guterres, fez um alerta nesta quarta-feira (10/02) para um possível agravamento da crise humanitária na Costa do Marfim, pedindo o fim imediato do impasse político que se instaurou no país, levando milhares de pessoas a deixarem suas casas por causa da violência.

Guterres disse que ao menos 35 mil marfinenses estão refugiados na Libéria, e um número semelhante de deslocados internos no oeste da Costa do Marfim está extremamente necessitado de abrigo e de outros suprimentos básicos de ajuda. Ele declarou também que a crise pode causar um impacto negativo na vizinha Libéria, que está se recuperando de uma guerra civil, encerrada em 2003.

“Dadas as circunstâncias, eu agradeço a Libéria por sua política de fronteiras abertas e pela generosidade de sua população em abrir seus lares e compartilhar seus recursos escassos”, disse Guterres. “É preciso uma ação política internacional imediata para resolver o impasse e restaurar a calma. Todos os cidadãos da Costa do Marfim devem se sentir seguros em casa, e não serem forçados a se refugiar em busca de segurança.”

Esta semana, um avião fretado pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) saiu da Bélgica transportando 2.540 tendas do estoque de reserva da agência em Compenhague, e um comboio de caminhões transportará 93 toneladas de ajuda humanitária para a capital comercial da Costa do Marfim, Abidjan.