A missão de paz das Nações Unidas na Costa do Marfim cumprirá o seu mandato, rompendo barreiras se necessário, para proteger os civis e o governo legítimo, após a recusa do atual presidente em deixar o cargo em face da vitória eleitoral internacionalmente reconhecida de seu rival.
A missão de paz das Nações Unidas na Costa do Marfim cumprirá o seu mandato, rompendo barreiras se necessário, para proteger os civis e o governo legítimo, após a recusa do atual presidente em deixar o cargo em face da vitória eleitoral internacionalmente reconhecida de seu rival. A afirmação é de um importante funcionário da ONU no país.
Condenando uma campanha de mentiras, ódio e incitamento contra a missão da ONU, conhecida pela sigla UNOCI, especialmente a partir da utilização da radiodifusão estatal atualmente sob o controle de Laurent Gbagbo, o Subsecretário-Geral de Operações de Paz da ONU, Alain Le Roy, insistiu no direito que as forças de paz têm de se movimentar pelo país.
Gbagbo foi derrotado nas eleições de novembro pelo líder da oposição, Alassane Ouattara.
“Vamos assegurar com firmeza, se ocorrer algum entrave, que possamos atravessar barreiras, porque é inadmissível que alguém nos impeça de proteger as populações civis”, disse ele em coletiva de imprensa em Abidjan, a capital comercial do país. Le Roy atribuíu os ataques ao pessoal da ONU e as mortes de pelo menos 173 civis à campanha de incitação liderada pelo atual presidente e seus aliados. Ele disse que a UNOCI tem aumentado dia e noite patrulhas em Abidjan e reforçado seus sistemas de alerta.