A Representante Especial do Secretário-Geral para Crianças e Conflitos Armados, Radhika Coomaraswamy, condenou ontem (27/06) o uso inescrupuloso de uma criança em um atentado a bomba no Afeganistão.
A Representante Especial do Secretário-Geral para Crianças e Conflitos Armados, Radhika Coomaraswamy, condenou ontem (27/06) o uso inescrupuloso de uma criança em um atentado a bomba no Afeganistão. Ela disse que ficou “chocada ao saber do uso de uma criança inconsciente como ‘homem-bomba’.”
De acordo com relatos da mídia, uma menina de oito anos foi enganada e carregou uma bomba para perto de um veículo policial em Oruzgan, província no sul do Afeganistão, sem saber que carregava uma bomba, e foi morta quando detonada remotamente. “O ato vergonhoso de colocar uma bomba na cesta de uma menina e enviá-la, sem saber, para matar, é quase inimaginável,” disse Coomaraswamy. “O grupo ou indivíduos responsáveis devem ser levados à justiça.”
No último sábado (25/06), um carro-bomba também explodiu fora de um hospital no distrito de Azra, na província de Logar, no leste do Afeganistão, matando pelo menos 20 pessoas, ferindo mais 23 e prejudicando grande parte do hospital. Coomaraswamy classificou o ataque como “igualmente perturbador (…). Ataques a hospitais são atrocidades duas vezes piores. Não só matam e ferem meninas e meninos, como deixam milhares de mulheres e crianças sem acesso ao tratamento.”
“Este é um ataque desprezível contra civis que procuravam atendimento médico ou visitavam familiares e profissionais de saúde,” disse o Chefe da Missão de Assistência da ONU no Afeganistão (UNAMA) e Representante Especial do Secretário-Geral para o Afeganistão, Staffan de Mistura. “Grande parte dos danos foi na maternidade do hospital e muitos dos mortos e feridos eram mulheres e crianças.”