Crianças de escola pública carioca recebem visita de solicitante de refúgio congolesa

Projeto da Escola Municipal Friedenreich pretende levar refugiados e solicitantes de refúgio uma vez por mês para suas salas de aula.

Congolesa Souzy Kongolo conta histórias e compartilha experiências com crianças da Escola Municipal Friedenreich. Foto: Cáritas-RJ/Beatriz Oliveira

Congolesa Souzy Kongolo conta histórias e compartilha experiências com crianças da Escola Municipal Friedenreich. Foto: Cáritas-RJ/Beatriz Oliveira

As crianças do primeiro ano da Escola Municipal Friedenreich, no Rio de Janeiro, receberam esta semana a visita da solicitante de refúgio congolesa Souzy Kongolo. Como parte de uma parceria entre a direção da escola e a Cáritas Arquidiocesana, espera-se que, uma vez por mês, refugiados e solicitantes de refúgio visitem a escola para compartilhar suas histórias.

Acompanhada de seus três filhos – Acácia e Benjamin, de 6 anos, nascidos no Congo, e Aline, de 6 meses, nascida no Brasil – Kongolo, que vive no Brasil há 11 meses, contou como foi sua infância, falou sobre a cultura do seu país – a República Democrática do Congo (RDC) — e cantou com seus filhos músicas em lingala, dialeto muito falado na RDC.

“Eu gostei muito de participar dessa atividade. As crianças foram muito carinhosas e muito respeitosas comigo e com meus filhos. Se me chamarem novamente para outros eventos na escola, eu voltarei com alegria”, disse ela, que vive no Brasil há 11 meses e aguarda um parecer do Comitê Nacional para os Refugiados (CONARE) para alcançar o status definitivo de refugiada.

A coordenadora pedagógica da escola, Andréa Neves, explica que o objetivo das visitas é ampliar o conhecimento das crianças sobre as culturas de outros povos. “Nós acreditamos que essa iniciativa amplia a qualidade da educação oferecida pela escola, além de proporcionar novas experiências às crianças e contribuir muito para o seu aprendizado. Tenho certeza de que elas não esquecerão o que vivenciaram neste evento”, disse a coordenadora.

(Por Beatriz Oliveira, da Cáritas-RJ, para ACNUR)