Um novo estudo da ONU adverte sobre os perigos de abuso e exploração que ameaçam os filhos de imigrantes provenientes da América Latina e do Caribe, e solicita políticas para proteger seus direitos.
Um novo estudo da ONU adverte sobre os perigos de abuso e exploração que ameaçam os filhos de imigrantes provenientes da América Latina e do Caribe, e solicita políticas para proteger seus direitos.
Os autores de “Crianças e imigração internacional na América Latina e no Caribe“, publicado nesta segunda-feira (08/11) pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e pela Comissão Econômica para América Latina e o Caribe (CEPAL), destacam que a migração
pode trazer benefícios, como maiores oportunidades educacionais e de emprego. Porém, ao mesmo tempo, existem aspectos negativos da migração, incluindo os riscos dos pais migrarem e as crianças serem deixadas para trás no cuidado de terceiros, assim como as crianças estarem expostas a abusos e violações dos seus direitos durante o processo de passagem de um país para outro.
Estima-se que seis milhões de pessoas da América Latina e Caribe migraram internamente na região, enquanto que cerca de 25 milhões migraram para os Estados Unidos e a Europa. Apesar do número exato de crianças migrantes não ser conhecido, estimativas recentes sugerem que cerca de um em cada cinco imigrantes é uma criança ou adolescente que pode estar exposto a abusos. “Milhões de crianças enfrentam graves restrições dos direitos humanos devido ao seu status migratório ou o de seus pais”, afirmam os autores do estudo.