Crimes ‘chocantes e horríveis’ do Estado Islâmico podem constituir crimes de guerra, alerta ONU

A chefe da ONU para os direitos humanos, Navi Pillay, condenou os ataques às comunidades étnicas, religiosas ou sectárias cometidos diariamente no Iraque”.

Crianças, mulheres e homens Yazidis que conseguiram sair das montanhas sitiadas de Sinjar. Foto: UNICEF / Khuzaie

Crianças, mulheres e homens Yazidis que conseguiram sair das montanhas sitiadas de Sinjar. Foto: UNICEF / Khuzaie

A chefe da ONU para os direitos humanos, Navi Pillay, condenou nesta segunda-feira (25) os crimes “chocantes e horríveis” contra a humanidade cometidos diariamente no Iraque pelo grupo armado Estado Islâmico e os seus grupos aliados. 

“Os alvos sistemático do Estado Islâmico são homens, mulheres e crianças com base em sua etnia e afiliação religiosa ou sectária”, disse Pillay, em um comunicado à imprensa. Na ocasião, ela alertou sobre impiedosos genocídios cometidos pelo grupo armado em áreas sob seu controle. Segundo a alta comissária, as comunidades mais visadas são as cristãs, yezidis, shabaks, turcomanos e sabeus.

Com base em vários relatos, as principais violações incluem assassinatos seletivos, conversões forçadas, sequestros, tráfico, escravidão, abuso sexual, destruição de lugares de importância religiosa e cultural, bem como cercar e aprisionar comunidades inteiras por causa de sua afiliação étnica, religiosa ou sectária. 

“Tais assassinatos a sangue frio, sistemáticos e intencionais de civis devido à sua afiliação religiosa podem constituir crimes de guerra e crimes contra a humanidade”, disse Pillay. “Peço à comunidade internacional para garantir que os autores destes crimes violentos não fiquem impunes. Qualquer indivíduo que cometa ou auxilie na prática de tais crimes internacionais, devem ser responsabilizado de acordo com a lei”, acrescentou.