O número de pessoas que demandam ajuda humanitária na Somália caiu 25% – para 2 milhões – nos últimos seis meses, aliviando uma das piores crises humanitárias do mundo, segundo um estudo da ONU publicado nesta segunda-feira (23).
O número de pessoas que demandam ajuda humanitária na Somália caiu 25% – para 2 milhões – nos últimos seis meses, aliviando uma das piores crises humanitárias do mundo, segundo um estudo da ONU publicado nesta segunda-feira (23).
No entanto, o relatório produzido pela Unidade de Análise de Segurança Alimentar e Nutrição (FSNAU) baseado em Nairóbi (Quênia) – vinculado à Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) – advertiu que, embora a Somália tenha recebido chuvas acima da média, bem como dinamizado a produção de alimentos e a criação de gado, esses ganhos poderiam ser facilmente minados.
“A situação atual indica uma melhora, mas com 27% da população ainda em crise, as necessidades continuam a ser muito significativas. E se a próxima estação das chuvas for ruim, a crise ressurgirá”, disse Grainne Moloney, Diretor Técnico da FSNAU.
A FAO está ajudando a Somália por meio de 16 projetos, no valor de mais de US$ 53 milhões. O principal doador é a União Europeia, contribuindo com mais de US$ 30 milhões, seguido pelo Banco Mundial (US$ 7,9 milhões) e Espanha (US$ 3,7 milhões), entre outros.
Os projetos visam melhorar a produção dos pequenos agricultores, ampliando o acesso ao mercado e ao mesmo tempo aumentando seus rendimentos. A estratégia é reabilitar as infraestruturas de irrigação e melhorar as práticas agrícolas através de uma gestão integrada das pragas e de técnicas de armazenamento.
A Somália passa por uma crise humanitária desde 1991, mas a situação se agravou em março 2007, quando combates locais recomeçaram. Outras informações, em inglês, leia aqui.