Ministros de todo o mundo uniram-se a líderes da sociedade civil e agências multilaterais para combater a violência homofóbica e transfóbica nas escolas, durante reunião sediada pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) em meados de maio em Paris, na França.
Relatório da agência da ONU mostrou que mais de 85% de estudantes lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros (LGBT) de alguns países já sofreram violência na escola.

Marcha contra a homofobia em Brasília. Foto: EBC
Ministros de todo o mundo uniram-se a líderes da sociedade civil e agências multilaterais para combater a violência homofóbica e transfóbica nas escolas, durante reunião ministerial internacional sediada pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) em meados de maio em Paris, na França.
O evento, apelidado de Out in the Open (A Céu Aberto, em tradução livre), marcou a primeira vez que ministros se uniram para emitir um chamado para a ação e discutir novas recomendações aos setores educacionais, a fim de responder com eficácia à violência baseada na orientação sexual e na identidade e expressão de gênero em ambientes escolares.
As recomendações fazem parte do primeiro Relatório Global das Nações Unidas sobre a natureza, o escopo e os impactos desse tipo de violência (leia aqui o documento, em inglês), lançado pela UNESCO.
De acordo com o relatório, mais de 85% de estudantes lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros (LGBT) de alguns países já sofreram violência na escola, incluindo bullying — enquanto estudantes que não são LGBT, mas não são compreendidos dentro dos padrões de seus gêneros, também são alvo.
O relatório incluiu cursos de ação para garantir o direito à educação de qualidade para todo e qualquer estudante. Com respostas abrangentes do setor educacional, envolvendo políticas eficazes, currículos e materiais de treinamento relevantes, formação e apoio para o pessoal, bem como apoio a estudantes, famílias e comunidades, os setores de educação podem agir de maneira eficaz.
Prevenir e combater a violência homofóbica e a transfóbica em ambientes escolares faz parte do mandato da UNESCO para garantir que os ambientes escolares sejam seguros, inclusivos e ofereçam suporte para todos, e da contribuição da UNESCO para o alcance da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.