Darfur: Fórum internacional termina com financiamento abaixo do esperado

Evento pretendia levantar 7,2 bilhões de dólares para financiar o desenvolvimento de Darfur por seis anos. Promessa ficou em 3,7 bilhões. Cerca de 300 mil pessoas já foram mortas na região.

Cerimônia de abertura da Conferência Internacional de Doadores para a Reconstrução e Desenvolvimento de Darfur, em Doha, no Qatar. Foto: UNAMID / Albert Gonzalez Farran

Cerimônia de abertura da Conferência Internacional de Doadores para a Reconstrução e Desenvolvimento de Darfur, em Doha, no Qatar. Foto: UNAMID / Albert Gonzalez Farran

A Conferência Internacional de Doadores para a Reconstrução e Desenvolvimento de Darfur acabou na segunda-feira (8) com pedidos do Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, para que o Governo do Sudão demonstre seu compromisso e facilite o trabalho humanitário e de desenvolvimento com a região.

“A Estratégia de Desenvolvimento de Darfur reconhece que, embora as condições atuais não sejam perfeitas, ‘as pessoas estão prontas para a mudança’”, disse Ban em sua mensagem à Conferência.

O fórum internacional de doadores, organizado pelo Catar, pretendia levantar 7,2 bilhões de dólares para financiar a reconstrução e o desenvolvimento de Darfur durante um período de seis anos. Segundo relatos, pelo menos 3,7 bilhões dólares foram prometidos.

“Temos um compromisso coletivo de atingir uma paz abrangente e inclusiva para o povo de Darfur. Resolver o conflito da região permanece crítico para a consolidação da paz e da estabilidade para o Sudão como um todo”, afirmou o Secretário-Geral.

Em julho passado, o Governo do Sudão e o Movimento de Libertação e Justiça adotaram o documento de Doha para a paz em Darfur. No mês passado, o Movimento Justiça e Igualdade do Sudão também concordou em assinar o documento.

De acordo com estimativas da ONU, cerca de 300 mil pessoas foram mortas e 2,7 milhões foram obrigadas a deixar suas casas em Darfur desde que o conflito entre os rebeldes, as forças governamentais e as milícias aliadas eclodiu em 2003. Todos os lados são acusados de numerosas violações dos direitos humanos.