Para Ban Ki-moon, Planeta vive “tempos tumultuados”, com desemprego e intolerância em alta. Líderes mundiais terão muito o que discutir no encontro que começa dia 25.
Os líderes mundiais terão uma ampla gama de desafios globais prementes para resolver ao se reunirem na sede das Nações Unidas na próxima semana, observou ontem (19) o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, ao apresentar a agenda anual de debate de alto nível da Assembleia Geral.
“O debate geral deste ano será um dos mais movimentados da história”, afirmou Ban Ki-moon em uma coletiva de imprensa em Nova York. “Isso reflete os tempos tumultuados em que vivemos – uma época de turbulência e transição”.
Mais de 120 líderes mundiais são esperados para participar no debate geral deste ano, que acontece de 25 setembro até 1° de outubro. Além disso, Ban Ki-moon vai sediar uma série de encontros paralelos ao debate, incluindo temas como Estado de Direito, erradicação da poliomielite, desarmamento, energia sustentável e nutrição. Ele também vai lançar uma nova iniciativa, intitulada “Primeiro a Educação”.
Ban condena incitação ao ódio
O Secretário-Geral observou que a abertura da 67ª sessão da Assembleia ocorre em um cenário de violência generalizada ligada à intolerância. “É tempo de contenção, calma e liderança política comunitária responsável”.
“Eu mais uma vez condeno aqueles que deliberadamente provocam os outros com ódio e intolerância. Eu me junto àqueles que falam contra quem, em resposta a provocações, dá mais combustível ao fogo”.
Agenda
A atual crise na Síria vai estar no topo da agenda. Também estão previstas uma série de mini-cúpulas e reuniões especiais sobre a situação de emergência na região africana do Sahel, o progresso na Somália, as transições encorajadores em Mianmar e Iêmen, a instabilidade na República Democrática do Congo e as relações entre o Sudão e o Sudão do Sul.
No início deste ano, o Secretário-Geral definiu uma agenda de ação que identificou cinco imperativos para gerações: desenvolvimento sustentável, prevenção, um mundo mais seguro, ajuda aos países em transição e empoderamento das mulheres e da juventude. “Na próxima semana vou descrever onde estamos e para onde eu acredito que temos que ir”, afirmou.
Esse esforço, segundo ele, deve incluir a modernização da ONU através de uma série de iniciativas de reforma. “Mas, acima de tudo, vai exigir uma maior ambição por parte dos líderes mundiais. Tenho a intenção de ser franco com eles sobre onde estamos falhando, por que as pessoas em todo o mundo têm o direito de estarem impacientes, e como podemos fazer melhor”.
Assista ao vídeo que anuncia a 67ª Assembleia Geral: