Debate trata de justiça e memória no Brasil

O país ainda é alvo de críticas quanto à formulação e à execução de políticas que promovam a busca da verdade e da memória.

Justiça de transição

Durante dois dias, especialistas do Brasil e de outros países estiveram reunidos em Brasília para debater os processos de transição democrática e as violações aos direitos humanos durante os regimes de exceção em países da América Latina. Embora tenha tido avanços, o Brasil ainda é alvo de críticas quanto à formulação e à execução de políticas que promovam a busca da verdade e da memória.

Na abertura do II Seminário Latino-Americano de Justiça de Transição, o representante residente do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e coordenador do Sistema ONU no Brasil, Jorge Chediek, destacou a importância dos direitos humanos dentro do mandato das Nações Unidas. “A ONU apoia a criação de mecanismos e processos que promovam a justiça e a reconciliação”.

O termo ‘Justiça de Transição’ significa o conjunto de mecanismos para tratar o legado histórico da violência dos regimes autoritários. De acordo com a ONU, sua concepção está ligada a quatro pilares: a reforma das instituições; a reparação às vítimas; a revelação da verdade factual; e a implementação de medidas de justiça.

Documentário 30 anos de Anistia

O Ministério da Justiça, por meio da Comissão de Anistia, realizou um documentário sobre os 30 anos de Anistia no Brasil.

Assista abaixo ao vídeo na íntegra (17 minutos):