Defensores de direitos humanos são alvos de grupos armados na Líbia, alerta ONU

Muitos ativistas deixaram o país com medo do crescente números de mortes e das represálias sofridas, mas muitos continuam enfrentando ameaças mesmo no exterior.

Uma menina olha da janela da sua casa em Bengazi, Líbia. Foto: UNSMIL

Uma menina olha da janela da sua casa em Bengazi, Líbia. Foto: UNSMIL

Defensores dos direitos humanos têm se transformado em alvos de grupos armados em toda a Líbia, afirma um novo relatório produzido conjuntamente pelo Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos (ACNUDH) e a Missão de Apoio da ONU no país (UNSMIL), que descreve violentos ataques e ameaças contra os defensores no país, divulgado nesta quarta-feira (25).

O documento registra ataques, mortes, torturas, sequestros e outras práticas ilegais desde a escalada do conflito, em maio de 2014, como o caso do ativista Entissar al-Hassaeri, morto a tiros em fevereiro de 2015, na capital Trípoli. Seu corpo foi achado junto com o de sua tia no porta-malas do carro dela.

Dois membros da Comissão Nacional de Direitos Humanos da Líbia, uma organização não governamental, foram sequestrados também em fevereiro, em Trípoli. Ambos já foram liberados, mas outros defensores dos direitos humanos permanecem desaparecidos ou escondidos.

“Dado o crescente risco a que estão submetidos, muitos defensores deixaram o país, se silenciaram ou são forçados a trabalhar em segredo”, diz o relatório. Muitos ainda enfrentam problemas mesmo no exterior, como dois ativistas agredidos na Tunísia, aparentemente por líbios.