De acordo com o relatório divulgado hoje (26/01), 1,1 mil palestinos – metade formada por crianças – perderam suas casas na Cisjordânia por conta de demolições feitas pelo exército israelense no ano passado.
Mais de mil palestinos na Cisjordânia perderam suas casas por conta de demolições feitas pelo exército israelense em 2011, um aumento de 80% em relação ao ano anterior. Desse total, mais da metade são crianças. Outras 4,2 mil pessoas foram afetadas pela destruição de áreas relacionadas à sua subsistência.
Os dados fazem parte do novo relatório “Demolições e Deslocamento Forçado na Cisjordânia Ocupada” divulgado nesta quinta-feira (26/01) pelo Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA).
O Coordenador Humanitário das Nações Unidas para o processo de paz no Oriente Médio, Maxwell Gaylard, criticou a postura de Israel, declarando que o país “tem a responsabilidade fundamental de proteger a população civil palestina sobre seu controle e garantir seu bem-estar e dignidade”.
O estudo afirma que 622 estruturas foram demolidas, incluindo casas, abrigos de animais, salas de aula e mesquitas. Um aumento de 42% comparado a 2010, sendo que mais de 60% dessas demolições deram lugar a assentamentos israelenses.
Além disso, 90% das demolições e 92% dos descolados ocorreram em áreas de comunidades agrícolas e pastoreiras vulneráveis, conhecidas como “Área C”, região onde Israel mantém controle sobre a segurança, o planejamento e a construção. O território equivale a 60% da Cisjordânia.
Em Jerusalém Oriental, a demolição de 42 estruturas representou uma diminuição em comparação a 2010. No entanto, segundo o relatório, 93,1 mil moradores, que vivem em edificações erguidas sem licença, continuam em risco de deslocamento.
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