Nova missão investigará alegações de uso de cloro em ataque contra bases rebeldes. Desde o início do ano, missão conjunta da ONU trabalha pelo fim das armas químicas na Síria.
Cartuchos vazios de projéteis aguardando processo de descontaminação. Foto: Agência Militar de Materiais Químicos/Governo dos EUA
Nesta terça-feira (29), o diretor-geral da Organização para Proibição de Armas Químicas (OPAQ), Ahmet Üzümcü, anunciou a criação de uma missão de investigação para apurar denúncias sobre o uso de cloro em ataque contra postos rebeldes na Síria.
O governo sírio, que nega as acusações, concordou em receber a missão e em providenciar segurança nas áreas onde for atuar. Já secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, “garantiu a assistência das Nações Unidas nas demandas de segurança e logística da missão”.
As alegações de ataques com cloro são apenas mais um capítulo na longa guerra civil que aflige o país há mais de três anos. Na semana passada, a missão conjunta entre a OPAQ e a ONU declarou que 92,5% de todas as armas químicas na Síria haviam sido removidas ou destruídas, com um prazo estabelecido para a erradicação completa em 30 de junho deste ano.