Para o Presidente José Ramos-Horta, que foi refugiado nos Estados Unidos e na Austrália, é um sinal de que o país superou problemas humanitários.
Em uma cerimônia repleta de lembranças pessoais, o Presidente do Timor Leste, José Ramos-Horta, agradeceu ao Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) nesta quinta-feira (12/01) por ter assistido o Timor Leste durante as crises humanitárias ocorridas nos primeiros anos do país. “Estamos sempre prontos para assumir nossas responsabilidades”, afirmou. “Essa é a melhor maneira de agradecer ao ACNUR e a todos os países que assistiram nossos refugiados durante todos esses anos”.
Para o presidente, que passou mais de duas décadas como refugiado nos Estados Unidos e na Austrália entre 1975 e 1999, o fechamento do escritório do ACNUR depois de 12 anos é um sinal de que o Timor Leste superou os problemas humanitários enfrentados em seus primeiros anos.
O ACNUR abriu seu escritório no país em maio de 1999, três meses antes do violento referendo de independência da Indonésia levar quase 250 mil pessoas a fugirem para o Timor Oeste. Posteriormente, o ACNUR ajudou 220 mil refugiados a retornar a suas casas e trabalhou para a reconciliação enquanto o Timor Leste caminhava rumo à independência.
Coordenador Regional do ACNUR para o Sudeste Asiático, James Lynch parabenizou as “incríveis conquistas” do país. “Embora praticamente não haja refugiados e requerentes de refúgio aqui, o país tem uma legislação nacional válida para processar essas solicitações.”
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