Desaparecimentos forçados: Especialistas da ONU investigarão mais de 200 casos em cerca de 30 países

Especialistas independentes começam hoje (9) a revisar casos como parte da 97ª Sessão do Grupo de Trabalho que ocorre de 9 a 13 de julho em Genebra.

Membros de famílias que tiveram parentes desaparecidos mostram fotografias de seus entes. (ICRC/Boris Heger)Um grupo da ONU começou hoje (9) a revisar mais de 200 casos de desaparecimentos forçados, como parte da 97ª Sessão do Grupo de Trabalho que ocorre de 9 a 13 de julho, na sede das Nações Unidas em Genebra.

O procedimento inclui casos de ação urgente, busca de informações sobre os casos recém-apresentados, casos previamente aceitos e outras comunicações sobre mais de 30 países.

Os especialistas independentes – que fazem parte do Grupo de Trabalho das Nações Unidas sobre Desaparecimentos Forçados ou Involuntários – se reunirão com delegações governamentais e representantes da sociedade civil, incluindo os familiares daqueles que desapareceram, para trocar informações e pontos de vista sobre casos individuais sob consideração e sobre o fenômeno dos desaparecimentos forçados em geral.

Além disso, o grupo examinará as alegações recebidas a respeito dos obstáculos à implementação da Declaração sobre a Proteção de Todas as Pessoas contra os Desaparecimentos Forçados e manterá discussões sobre projetos, os métodos de trabalho, visitas aos próximos países, possíveis países a serem visitados, entre outras atividades futuras do grupo.

Um comunicado de imprensa será emitido no final da sessão, no dia 13 de julho de 2012. Todas as reuniões são realizadas em sigilo.

Atualmente, o Grupo de Trabalho é composto por cinco peritos independentes de todas as regiões do mundo. O presidente-relator é o Olivier de Frouville (França) e os outros membros são Ariel Dulitzky (Argentina), Jasminka Dzumhur (Bósnia-Herzegóvina), Osman El-Hajjé (Líbano) e Jeremy Sarkin (África do Sul).

O Grupo foi criado pela Comissão das Nações Unidas sobre Direitos Humanos em 1980 para ajudar as famílias na determinação do destino e paradeiro de parentes desaparecidos. O objetivo é estabelecer um canal de comunicação entre as famílias e os Governos em questão, para garantir que os casos individuais sejam investigados.