Desaparecimentos forçados na Líbia aumentam

Um grupo independente de especialistas em direitos humanos das Nações Unidas expressou profunda preocupação com centenas de supostos desaparecimentos que teriam ocorrido nos últimos meses na Líbia.

Jeremy SarkinUm grupo independente de especialistas em direitos humanos das Nações Unidas expressou profunda preocupação com centenas de supostos desaparecimentos que teriam ocorrido nos últimos meses na Líbia. “Os desaparecimentos forçados pode equivaler a um crime contra a humanidade, quando perpetrados em certas circunstâncias,” advertiu o Grupo de Trabalho sobre Desaparecimentos Forçados ou Involuntários da ONU.

Segundo informações recebidas pelo grupo, que tem como tarefa ajudar as famílias a determinar o destino ou o paradeiro de parentes desaparecidos, centenas de pessoas foram levadas para locais secretos, onde podem ter sido submetidos à tortura, a outros tratamentos cruéis e degradantes ou executadas. Na maioria dos casos relatados, o destino e o paradeiro dessas pessoas ainda são desconhecidos, segundo destacou a organização em comunicado à imprensa, pedindo a todos os Estados que erradiquem a prática de desaparecimentos forçados.

O grupo é composto por cinco peritos independentes: o Presidente-Relator, Jeremy Sarkin (África do Sul), Ariel Dulitkzy (Argentina), Jasminka Dzumhur (Bósnia e Herzegovina), Osman El-Hajjé (Líbano) e Olivier de Frouville (França).