Desde junho, mais de 300 mil iraquianos buscaram abrigo na região do Curdistão

“O sentimento de ser um refugiado é muito difícil. É mais difícil do que a doença ou até mesmo a morte”, diz iraquiano.

“O sentimento de ser um refugiado é muito difícil. É mais difícil do que a doença ou até mesmo a morte”, diz iraquiano.

Yehya, iraquiano que conseguiu abrigo em um armazém ao lado da esposa e dos quatro filhos. Foto: TV ONU/reprodução

Yehya, iraquiano que conseguiu abrigo em um armazém ao lado da esposa e dos quatro filhos. Foto: TV ONU/reprodução

De acordo com dados oficiais da ONU, desde junho mais de 300 mil iraquianos buscaram abrigo na região relativamente pacífica do Curdistão no país. Muitos destes deslocados estão abrigados em escolas, mesquitas e armazéns.

“O sentimento de ser um refugiado é muito difícil, mais difícil do que a doença ou até mesmo a morte. Não havíamos vivido qualquer coisa parecida antes”, disse Yehya, iraquiano que conseguiu abrigo em um armazém ao lado da esposa e dos quatro filhos.

Agências de ajuda humanitária da ONU e parceiras fornecem serviços básicos para essas famílias enquanto elas aguardam transferência para regiões seguras do Iraque.

“Quando saímos de Tel Afar, nós sentimos como se tivéssemos deixado a nossa pátria. Qualquer pessoa que se acostuma com a vida em um lugar por mais de 20 anos não deseja deixar a sua casa. É um sentimento que eu não conhecia. Quando peguei minha bolsa e os documentos, eu sabia que não haveria retorno. Se houver, será com grande dificuldade”, acrescentou.

Confira nesta reportagem da TV ONU e acompanhe em www.onu.org.br/especial/iraque