Retomada econômica da maioria dos países da América Latina e Caribe em 2010 provocou uma queda percentual de 0,6 pontos na taxa de desemprego.
A retomada econômica da maioria dos países da América Latina e Caribe em 2010 provocou uma queda percentual de 0,6 pontos na taxa de desemprego – de 8,1% em 2009 para 7,5% no último ano – e espera-se uma diminuição adicional de entre 0,2 e 0,4 pontos percentuais este ano, de acordo com o relatório Situação do Emprego na América Latina e Caribe. “Para reforçar a melhoria dos indicadores do mercado de trabalho e gerar mais empregos produtivos e boas condições de trabalho, países da região precisam reforçar suas políticas macroeconômicas, aprimorar a coordenação das políticas globais e regionais, identificar e remover gargalos nos próprios mercados de trabalho e reforçar os instrumentos destinados a promover maior igualdade,” acrescentou o relatório.
Publicado pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) e pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), o estudo observou que o comércio internacional e as condições financeiras, bem como a retomada da procura interna resultante de políticas macroeconômicas, geraram um crescimento de cerca de 6% para a região em 2010. A recuperação tem alimentado a geração de empregos formais, a queda no desemprego e o aumento moderado dos salários reais, mas o desempenho de diferentes países e sub-regiões tem sido muito desigual.
Por um lado, um elevado crescimento econômico no Brasil tem sido acompanhado pela criação vigorosa de empregos formais e a taxa de desemprego caiu para níveis não registrados há muito tempo. Outros países da América do Sul têm se beneficiado da forte demanda dos países asiáticos por recursos naturais. Combinada com o aumento da demanda doméstica, esta levantou suas taxas de crescimento econômico e teve impacto positivo sobre os indicadores de emprego. Por outro lado, a recuperação ainda é muito fraca em alguns países e sub-regiões, particularmente no Caribe, com a queda contínua de indicadores de emprego.
Este ano, a região como um todo deverá registrar um aumento de 4,8% no Produto Interno Bruto (PIB) per capita. Como o resto do mundo, a América Latina e o Caribe também são confrontados com o desafio de transformar seus meios de produção, para que suas economias possam desenvolver caminhos sustentáveis em longo prazo. Um grande desafio é a criação de empregos verdes que combinem boas condições de trabalho com padrões de produção sustentável. A transição para uma economia ecologicamente sustentável pode causar a perda de postos de trabalho em alguns setores da economia e sua criação em outros.
O mundo do trabalho, inevitavelmente, sofrerá grandes alterações. Se a questão for abordada por meio do diálogo social e de políticas públicas adequadas, há chances de usar esta mudança para criar mais postos de trabalho, contribuindo assim para o crescimento da economia, a redução das desigualdades e a proteção ao meio ambiente, conclui o relatório.