Desemprego na América Latina e Caribe é o menor dos últimos 20 anos, diz OIT

Segundo relatório, desemprego na região registra uma taxa mínima histórica de 6,3% em 2013, ainda que a situação laboral seja “preocupante” pela falta de dinamismo econômico, que causa impactos no mercado de trabalho.

Trabalhador da construção civil em São Paulo. Foto: Marcelo Camargo/ABr

Trabalhador da construção civil em São Paulo. Foto: Marcelo Camargo/ABr

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) informou nesta terça-feira (17) que o desemprego registra uma taxa mínima histórica de 6,3% na América Latina e Caribe em 2013, ainda que a situação laboral seja “preocupante”, porque a falta de dinamismo econômico causou impactos no mercado de trabalho.

O progresso que havia sido registrado nos mercados de trabalho da região durante a última década parece haver-se estancado e, portanto, é necessário redobrar os esforços para evitar que haja retrocessos, destaca a OIT em seu relatório anual “Panorama Laboral 2013”.

“A situação do mercado de trabalho não é negativa, mas é preocupante”, disse a diretora regional da OIT para a América Latina e Caribe, Elizabeth Tinoco, durante a apresentação do relatório na capital peruana. “A região corre o risco de perder a oportunidade de avançar na geração de mais e melhores empregos.”

“Os salários crescem menos que nos anos anteriores, a informalidade não se reduz, a produtividade está aumentando abaixo da média mundial e aumentou a desocupação dos jovens nas zonas urbanas”, ressaltou Tinoco.

O Panorama Laboral deste ano diz que a taxa média de desemprego urbano para a região registrou uma nova queda, de 6,4% para 6,3%, em um contexto de desaceleração do crescimento econômico. Se a situação das taxas de crescimento se estender até 2014, quando segundo as previsões poderia chegar a 3,1% ou 3,2%, o desemprego seria mantido em 6,3% no próximo ano.

A leve queda da taxa de desemprego urbano não ocorreu por um aumento na taxa de ocupação, que permaneceu igual à do ano passado, em 55,7%, mas foi impulsionada por uma ligeira queda na taxa de participação no mercado laboral de 59,6% a 59,5%.

Tinoco destacou que “o desemprego baixo é sempre uma boa notícia”. A taxa de 2013 é a mais baixa registrada desde que a OIT começou a publicar este relatório há 20 anos e está muito abaixo dos 11,2% alcançado em 2003.

No entanto, acrescentou, é necessário continuar buscando oportunidades, pois por trás da baixa taxa percentual de 2013 existem pessoas, neste caso 14,8 milhões de mulheres e homens que procuram emprego sem conseguir.

Além disso, o relatório adverte que, se a região pretende manter a taxa de desemprego abaixo de 7%, deverá criar pelo menos 43,5 milhões de novos postos de trabalho até 2023.

O Panorama Laboral 2013 destaca também que, embora o desemprego tenha caído, ainda é necessário melhorar a qualidade dos empregos. Existem pelo menos 130 milhões de pessoas que estão ocupadas, mas trabalham em condições de informalidade.

A taxa de informalidade não agrícola não caiu e se mantém em 47,7%. Para cair 5 pontos percentuais, para 42,8%, a região deveria crescer em média 3,4% durante a próxima década e 84% dos novos empregos a serem criados deveriam ser formais.

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