A pesca continental é o principal meio de subsistência de milhares de famílias. As comunidades ribeirinhas amazônicas, por exemplo, dependem quase exclusivamente da pesca.
Priorizar o desenvolvimento sustentável da pesca e aquicultura é necessário para melhorar os níveis de segurança alimentar da América Latina e do Caribe. Esta foi a conclusão dos participantes da XIII Comissão de Pesca Continental e Aquicultura para América Latine e Caribe (COPESCALC), realizada em março, em Buenos Aires (Argentina).
Esta é também uma das principais recomendações para a próxima Conferência Regional da Organizaçao das Naçoes Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), que será realizada de 6 a 9 de maio em Santiago do Chile e fixará as prioridades para a atuação da FAO na região durante os próximos dois anos.
“A pesca continental é o principal meio de subsistência de milhares de famílias da região. As comunidades ribeirinhas amazônicas, por exemplo, dependem quase exclusivamente da pesca para se alimentarem”, afirmou o secretario da COPESCAALC, Alejandro Flores. Para isso, a COPESCAALC assinalou que é indispensável contar com mecanismos e políticas orientadas na gestão sustentável da pesca e aquicultura e na planificação multissetorial para o manejo responsável das bacias hidrográficas transfronteiriças da região.
A COPESCAALC recomendou à Conferência da FAO que se adotem medidas para difundir os benefícios nutricionais e promover o consumo de produtos aquáticos, estimulando que sejam incluídos nos programas de alimentação escolar.
Outra recomendação foi o apoio à aquicultura de recursos limitados e da micro e pequena empresa. “Esse setor precisa de acesso ao crédito, assistência técnica e acesso aos mercados, a comercialização e distribuição”, destacou o secretário executivo da Rede de Aquicultura das Américas (RAA), Felipe Matías.
O ministro da Agricultura, Pecuária e Pesca da Argentina, Carlos Casamiquela, falou sobre a decisão do governo de trabalhar de forma direta com os pescadores artesanais, já que “são chaves para recuperar conhecimentos e saberes”.
A avaliação das pescas continentais compartilhadas em bacias hidrográficas transfronteiriças é outra das áreas que os governos apontaram como prioridade, para poder conhecer a fundo qual é o estado dos respectivos recursos pesqueiros e garantir a gestão sustentável.