Secretária Executiva da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe defendeu políticas abrangentes que incluem acesso a educação e inserção no mercado de trabalho.

Secretária Executiva da CEPAL, Alicia Bárcena. Foto: CEPAL/Carlos Vera
As tecnologias da informação e comunicação (TIC) abrem várias oportunidades para o fortalecimento do papel das mulheres na sociedade e para a igualdade de gênero, mas na América Latina e no Caribe as mulheres ainda não são iguais aos homens quando se trata da sociedade da informação e conhecimento.
A análise é da Secretária Executiva da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), Alicia Bárcena.
“A lacuna de gênero na inclusão digital existe em países com diferentes níveis de desenvolvimento e pode ser explicada pela persistência das relações de gênero e estereótipos culturais”, avaliou Bárcena durante sua apresentação no Fórum de Líderes de Governo: América Latina e Caribe, que aconteceu no Rio de Janeiro nos dias 9 e 10 de abril.
A Secretária Executiva da CEPAL defendeu que uma boa política de TICs que leve em conta igualdade de gêneros deve ser abrangente. Ela citou a inserção no mercado de trabalho e o acesso a educação, especialmente a carreiras relacionadas às TICs como engenharia, como exemplos de políticas que geram um “ciclo virtuoso” e promovem a inserção da mulher na sociedade de informação.
Segundo informações da CEPAL, embora a participação econômica das mulheres em áreas urbanas tenha aumentado de 42% para 52% nos últimos 20 anos, a proporção de mulheres sem renda na América Latina chega a 30%, enquanto a de homens é de apenas 12%. Os dados foram compilados pelo Observatório Igualdade de Gênero para América Latina e Caribe e fazem referência ao ano de 2010. Saiba mais clicando aqui.