Desigualdade no acesso à informação continua sendo desafio global, alertam especialistas da ONU

Inovação, liderança e mobilização de recursos são essenciais para que a revolução de dados possa ser parte integral do desenvolvimento sustentável.

O relatório do Grupo Consultivo de Especialistas Independentes  sobre Revolução de Dados para o Desenvolvimento Sustentável, lançado recentemente, destaca a invisibilidade de alguns temas e a desigualdade do acesso à informação como os dois grandes desafios globais para o tema no momento atual. O documento, Um mundo que conta: Mobilizando a Revolução de Dados para o Desenvolvimento Sustentável, traz orientações específicas para lidar com esses desafios e pede uma maior liderança da ONU na revolução da informação para o desenvolvimento sustentável.

Entre estas recomendações, estão o incentivo à inovação para preencher as lacunas de informação, a mobilização de recursos para superar as desigualdades entre países desenvolvidos e em desenvolvimento e entre ricos e pobres em informação e a coordenação necessária para que a revolução de dados possa desempenhar papel integral na concretização do desenvolvimento sustentável.

“Governos, empresas, ONGs e indivíduos precisam de boa informação para saber onde estão os problemas, como corrigi-los e se as soluções estão funcionando. Mas a informação atual não é boa o suficiente. Muitas pessoas e questões não são vistas ou não são medidas”, disse o representante do grupo consultivo, Enrico Giovannini.

A brasileira Carmen Barroso é uma dos 24 integrantes selecionadas para compor o grupo de especialistas que trabalham a favor da revolução de dados na busca pela concretização do desenvolvimento sustentável, composto por representantes da sociedade civil, organizações internacionais e os setores privado e acadêmico.